Barco inflável sem tripulação é a nova arma da Marinha Britânica contra o narcotráfico

Por: Redação -
26/06/2020
A empresa britânica Royal Navy começou os testes do inflável Pacific 24, que pode navegar totalmente armado e sem tripulação 
Por Felipe Toniolo, sob supervisão do jornalista Otto Aquino

Mais de £ 3 milhões estão sendo investidos no Pacific 24 (P24), um barco inflável que possui grandes diferenciais em relação aos modelos tradicionais. O novo inflável não exige tripulação e pode navegar individualmente ou em grupos a velocidades de até 38 nós!

Em serviço há mais de 25 anos, os barcos tripulados P24s (de 7,8m de comprimento) têm sido fundamentais para tarefas de busca e salvamento no Caribe e no Oriente Médio, com operações de interdição de narcóticos e transporte de pessoas, mercadorias entre navios ou até do navio para terra. Mas a possibilidade de navegar sem tripulação criou uma expectativa grande na Marinha britânica. Segundo a Royal Navy, embarcações sem tripulação podem executar missões similares ou inteiramente novas dos disponibilizados anteriormente.

Em uma declaração, o Ministro das Compras da Defesa, Jeremy Quin, disse: “Iniciar os testes do barco Pacific 24, sem tripulação, é um importante trampolim no desenvolvimento da Royal Navy de sua capacidade autônoma para garantir que nossa frota permaneça na vanguarda da inovação e tecnologia militar, pronto para enfrentar as ameaças em evolução da guerra moderna”.

O Pacific 24 sem tripulação é patrocinado pela NavyX, que é a ala especializada da Royal Navy dedicada ao desenvolvimento, com o teste de novas tecnologias para o uso na linha de frente. A estrutura do sistema de casco e propulsão do P24 a princípio, permanece o mesmo, mas o sistema de controle e os sensores foram alterados ou modificados para permitir o movimento autônomo. Em uso, um marinheiro deve ser capaz de dar tarefas genéricas à embarcação não tripulada, e o barco decidirá por si próprio como executar essa tarefa solicitada.

LEIA TAMBÉM
>> Teste Intermarine 62: navegamos em uma das lanchas mais desejadas do Brasil
>> 11 barcos-conceito fantásticos que podem ir para as águas nos próximos anos
>> Navegador argentino cruza o Atlântico para ver seus pais em meio à pandemia

De acordo com Rob Manson, da equipe NavyX, patrocinadora do projeto, a novidade com operações não tripuladas não é apenas uma mudança radical para a empresa, mas também irá garantir possíveis inovações tecnológicas.

Os testes com o novo barco começaram neste mês, seguidos pela integração nos sistemas de combate e navegação de um exemplar na linha de frente, no fim do ano. Os testes determinarão se os britânicos irão investir em uma frota de embarcações desse tipo ou em algumas missões mais específicas.

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Após viajar pelo Brasil, casal de velejadores compartilha pontos de ancoragem seguros

    A experiência de compartilhar pontos de ancoragem nasceu da prática ao longo da costa nordeste brasileira. Conheça a história!

    Homem compartilha preparativos para dar volta ao mundo pedalando em terra e sobre a água

    Paul Spencer quer bater recorde mundial estabelecido em 2012 utilizando um barco movido a pedal e uma bicicleta

    Sucesso no RJ, projeto social "Velejando para o Futuro" chega a Brasília em fevereiro

    Iniciativa da CBVela leva crianças e adolescentes de 6 a 18 anos para imersão gratuita na vela, aliada à promoção da saúde física, mental e emocional

    Oito meses depois, praia do RJ ainda tem glitter do último Carnaval na areia

    Estudo aponta a presença desses resíduos como maior em dezembro de 2025 do que no período anterior à festa

    Um dos arpões para caça de baleia mais antigos do mundo foi encontrado no Brasil

    Ferramentas foram descobertas dentro de sambaquis na Baía de Babitonga, litoral norte de Santa Catarina