Homem compartilha preparativos para dar volta ao mundo pedalando em terra e sobre a água

Paul Spencer quer bater recorde mundial estabelecido em 2012 utilizando um barco movido a pedal e uma bicicleta

Por: Nicole Leslie -
30/01/2026
Fotos: YouTube / Paul Spencer e Instagram / @pedalroundtheworld

Há quem sonhe alto, quem sonhe grande e quem sonhe tanto quanto a distância do planeta Terra. Um dos nomes dessa lista é o de Paul Spencer, ciclista britânico que tem trabalhado para completar uma volta ao mundo pedalando sobre a água e por terra. Para isso, o atleta terá dois veículos: um barco movido a pedal, para as “pistas molhadas”, e uma bicicleta para os trechos em terra firme.

O desafio de Spencer será dividido em duas partes. Na primeira, ele quer pedalar da Nova Zelândia até a Austrália enfrentando o Mar da Tasmânia. Conhecido mundialmente como um dos mares mais perigosos e desafiadores devido a mudanças repentinas, esse promete ser um belo test-drive para a segunda parte do desafio, que consiste em completar uma volta ao mundo pedalando.

 

Como se não bastasse, o ciclista ainda almeja quebrar um recorde mundial estabelecido em 2012.

Paul Spencer quer completar volta ao mundo pedalando. Foto: YouTube / Paul Spencer / Reprodução

Pedalada no recorde mundial

O recorde mundial de circunavegação mais rápida do globo por força humana (individual), segundo o Guinness World Records, pertence a Erden Eruç desde 2012. Na ocasião, o turco concluiu o percurso com caminhadas, pedaladas e remadas — tudo apenas com a força do próprio corpo.

Erden Eruç conquistou recorde mundial em 2012. Foto: Guinness World Records / Reprodução

A jornada solo de Eruç iniciou dia 10 de julho de 2007 na cidade de Bodega Bay, na Califórnia, nos Estados Unidos, e terminou no mesmo lugar em 21 de julho de 2012. Ali, foi estabelecido o recorde mundial no tempo de 5 anos, 11 dias, 12 horas e 22 minutos.

 

Otimista com os preparativos, Paul Spencer planeja quebrar o recorde com uma boa margem de diferença, finalizando a circunavegação em cerca de 3 anos. O início da jornada é esperado para os primeiros meses de 2026.

Trechos de terra serão percorridos de bicicleta. Foto: Instagram / @pedalroundtheworld / Reprodução

Volta ao mundo pedalando: sobre o barco

A embarcação que será utilizada para cumprir os desafios foi projetada pela LOMOcean Design e personalizada aos gostos do entusiasta.

 

O barco, inicialmente nomeado Tasman Rower (“Remador da Tasmânia”, em tradução livre), foi desenvolvido para atravessar o Mar da Tasmânia a remo. Por isso, não é coincidência que ele carregue tecnologias que otimizam a estabilidade e a navegabilidade.

 

Paul comprou a embarcação em 2019 e decidiu aproveitar suas características para transformá-la em um barco movido a pedaladas. As mudanças foram executadas pela Harkin Boat Works em colaboração com o designer original do barco, Craig Loomes.

Embarcação é inteiramente movida a pedal. Foto: YouTube / Paul Spencer / Reprodução

Com mudanças significativas na estrutura, o barco foi rebatizado para A Transformed Ocean Pioneer (“Um Pioneiro Oceânico Transformado”), nome que já conta parte da história da embarcação.

 

São 11,5 metros (37 pés) de comprimento construídos sob medida e pedais em fibra de carbono. Para alimentar as tecnologias, seis placas solares foram instaladas no topo. A bordo, cada detalhe prioriza o melhor desempenho das pedaladas — afinal, há um percurso longo a ser navegado.


Preparo compartilhado

O britânico tem compartilhado rotina, conquistas, desafios e obstáculos do preparo do barco para que seja possível cumprir os desafios e o sonho da volta ao mundo pedalando. Ele compartilha vlogs e atualizações no Instagram, Facebook e YouTube.

 

Os testes da embarcação estão nas fases finais, conforme as últimas atualizações. Nesta terça-feira (27), Paul disse que o barco e os sistemas internos se comportaram bem em um teste de quase 4 horas na água. “Sem problemas que valessem a pena mencionar”, afirmou. Assista:

 

 

Se tudo correr como planejado, a largada para a primeira parte do desafio, pelo Mar da Tasmânia, deve acontecer ainda em fevereiro de 2026, marcando o início de uma das tentativas mais ambiciosas já feitas no esporte de resistência.

 

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