Após três anos, canoísta deve terminar travessia do Oiapoque ao Chuí
Canoísta Adelson Carneiro quis se aventurar de Norte a Sul do país em um caiaque oceânico


O canoísta Adelson Carneiro Rodrigues chegou neste fim de semana no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Seu roteiro partiu no Oiapoque, no Amapá, há três anos e será finalizado em breve, quando chegar no Chuí, cidade no extremo sul do país.
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No último sábado, Adelson chegou em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Lá, foi recebido por moradores, turistas e até integrantes da Marinha.
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Toda a travessia do Oiapoque ao Chuí idealizada pelo canoísta começou em fevereiro de 2020, quando Adelson começou a pesquisar sobre a canoagem. Antes de tudo, vale ressaltar, que ele já era familiarizado com o esporte, já que, desde seu bisavô, grande parte de sua família está ligado ao mar.
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Antes de decidir fazer essa longa travessia, Adelson já havia percorrido cerca de mil milhas a remo, participou de 44 maratonas de triatlo e já foi campeão de natação em águas abertas. Entretanto, ele sempre teve vontade de se aventurar em novos esportes, daí sua paixão pela canoagem surgiu.
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Com o intuito de se preparar para qualquer problema, o aventureiro estudou por cinco anos, além de criar rotas de fuga. Dessa forma, em caso de emergência, ele aciona um botão e espera pelo auxílio de integrantes da Marinha, que o acompanham na maioria das vezes.
Rotina da viagem do canoísta impressiona
O dia a dia do personal trainer começa às 5 horas da manhã, quando ele já começa a remar. No começo da tarde ele costuma fazer sua parada final. Seu descanso acontece tanto em organizações militares quanto em hotéis.
Quando está em terra firme, aliás, Adelson gosta de conhecer pessoas e a cultura local da sua parada.
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Desde fevereiro de 2020 até agora, ele percorreu 7,4 mil milhas — das 8 mil previstas, entre o Oiapoque ao Chuí. Por isso, a previsão de chegada é em meados de março. Sua próxima parada será em Cidreira, também no litoral do estado gaúcho.
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Depois de terminar sua aventura, seu desejo é escrever um livro. Desse modo, poderá contar toda sua experiência de navegador, de como foi sair do Oiapoque e chegar ao Chuí de canoa.
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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