Banguela? Conheça o tubarão que parece personagem de “Como Treinar o seu Dragão”
Conhecido como tubarão-gato-falso, o animal é uma espécie rara e misteriosa que vive a mais de 1500 metros de profundidade


Em “Como Treinar o seu Dragão”, o jovem Soluço, personagem principal da animação, contraria a cultura da ilha de Berk ao conhecer Banguela e descobrir que os dragões não são maus como se imaginava. A história deste tubarão-gato-falso é parecida — especialmente pela semelhança com o parceiro de Soluço.
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Diferentemente do arquétipo atribuído aos tubarões, embora possa atingir os 3 metros de comprimento, o tubarão-gato-falso (Pseudotriakis microdon) tem uma aparência pacífica — para não dizer fofa. Veja no registro feito pelo Schmidt Ocean Institute a 1.086 metros de profundidade através do ROV SuBastian:
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Essa, contudo, é uma espécie considerada rara e misteriosa, ainda pouco estudada, especialmente por viver a cerca de mais de 1500 metros de profundidade. Ao que se sabe, trata-se de um predador de movimentos lentos, com distribuição circumglobal.


Há registros do tubarão-gato-falso no Atlântico Ocidental, incluindo a região de Nova York/Nova Jersey, Cuba e Brasil; no Atlântico Nordeste, próximo a Islândia, França, Portugal, Madeira, Açores, Senegal e Cabo Verde; além de registros no Índico e no Pacífico, incluindo Austrália, Japão, Taiwan, Nova Zelândia e Havaí.
Um tubarão, muitos nomes
“Banguela” é só mais um dos muitos apelidos já atribuídos a este tubarão. Seu próprio nome oficial, inclusive, vem da semelhança com outro animal, especialmente pelos olhos: o tubarão-gato. Não à toa, seu batismo científico avisa, no Pseudotriakis, do grego pseudo (“falso”), que não se trata de um.


Mas não acaba aí. Seu nado relativamente lento deu origem a outro nome popular: “tubarão-sofá”. Dizem ainda que, no Japão, onde há séculos o fígado oleoso desse animal é usado para impermeabilizar o casco de barcos de pesca de madeira, eles são chamados de “tubarões-bobos”.
Conhecer para proteger
De acordo com o Schmidt Ocean Institute, especialistas apontam uma queda de 71% na abundância global de tubarões e raias desde a década de 1970. Para entender este número, pesquisadores têm conduzido pesquisas que analisam como os medos e as atitudes das pessoas influenciam seu apoio à medidas de conservação.


Ainda segundo o instituto, descobriu-se que, quando as pessoas sabem mais sobre tubarões, tendem a ter menos medo deles — e isso pode estar associado, também, aos nomes de batismo desses animais.
Se fôssemos dar um nome a esse adorável animal, talvez escolhêssemos algo que fizesse referência ao seu sorriso engraçado ou ao seu focinho fofo — algo como tubarão-focinho-de-beijinho’– brincou a equipe via Instagram
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