“Se me morder eu viro o Drácula?” Vídeo de “peixe-vampiro” gera comentários hilários; assista
Animal fisgado e registrado por Eduardo Possamai pode ultrapassar 1 metro de comprimento e surpreende pelo tamanho das presas


Um metro de comprimento, presas enormes, aparência assustadora… Essas poderiam ser as características de um grande predador da floresta, mas pertencem — também — a um peixe, conhecido como “vampiro”, “payara” e até “cachorra”. O pescador Eduardo Possamai fisgou um desses, e o vídeo do registro tem gerado bons comentários em seu perfil no Instagram.
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Natural de águas doces, o peixe-vampiro (Hydrolycus scomberoides) surpreende pelos dentes longos e afiados, especialmente as duas presas salientes localizadas na mandíbula inferior. Estas, quando a boca do animal fecha, se encaixam perfeitamente em dois orifícios da maxila. Veja no vídeo de Possamai:
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“Um metro só de dente”
O pescador destaca que as cavidades na maxila são fruto de uma evolução do animal e que, caso ele perca as presas, outras três ficam disponíveis para fazer a reposição. Para Possamai, trata-se de um peixe “extremamente lindo e esportivo” — embora seus seguidores não concordem tanto assim com a afirmação.


“Lindo não é, não, isso eu te garanto”, disse um seguidor; “vulgo ‘kpeta’, ‘deusolivre’”, endossou outro. E teve também quem brincou dizendo: “se ele me morder eu viro o Drácula?”, “não sabia que existia peixe dente de sabre”, “um metro só de dente”.
Apesar de assustador, o peixe-vampiro não costuma representar riscos aos humanos quando em seu habitat natural, uma vez que é um predador piscívoro, ou seja, se alimentam de outros peixes.
Um peixe latino-americano
De acordo com a Universidade Nacional da Colômbia, a espécie pode medir até 1,20 metro de comprimento e pesar aproximadamente 18 kg. O animal costuma habitar o leito e a coluna d’água de rios, lagos e florestas alagadas da bacia amazônica, com distribuição no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
A publicação destaca ainda características como as nadadeiras peitorais, tidas como muito grandes, longas e pontiagudas, usadas para saltar sobre a água; a cauda, que funciona como uma poderosa pá quando o peixe nada rapidamente; e uma linha lateral, órgão que o ajuda a perceber o movimento e as vibrações da água ao seu redor.
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