Robert Scheidt liderará o Brasil na “Copa do Mundo da vela” em busca de título inédito

Capitão da seleção brasileira na SSL Gold Cup 2026, que será disputada no Rio de Janeiro, velejador também compete na 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela a bordo do King

30/07/2026
Foto: Victor Santos / Revista Nautica e Gilles Morelle / SSL Gold Cup / Divulgação

No futebol, o hexa não veio, mas o Brasil ainda pode conquistar uma Copa do Mundo em 2026. Entre os dias 18 de novembro e 13 de dezembro, o Rio de Janeiro (RJ) recebe a segunda edição da Star Sailors League Gold Cup (SSL Gold Cup), tida como a Copa do Mundo da vela. Para ir em busca do título, o Brasil contará com nada menos que o bicampeão olímpico Robert Scheidt como capitão da equipe.

À NÁUTICA, o multicampeão da modalidade destacou que o time brasileiro vai disputar contra as maiores potências da vela mundial. “Eu sou o capitão e timoneiro, responsável por montar a melhor tripulação possível”, detalhou.

Na última edição, chegamos na semifinal e vamos ver se este ano conseguimos melhorar isso– frisou Scheidt

Foto: CBVela / Divulgação

Realizada pela primeira vez na Espanha, em 2022 (com a final em 2023), a SSL Gold Cup segue um formato semelhante ao da Copa do Mundo da FIFA: após uma fase de qualificação, os países são divididos em grupos de quatro nações para competir em uma série de regatas. As duas melhores equipes de cada grupo avançam para as fases eliminatórias até a grande final. Veja highlights do evento:

 

 

À época, a Hungria foi a grande — e primeira — campeã. Itália e Holanda completaram o pódio, com o Brasil, também capitaneado por Robert Scheidt, terminando em oitavo lugar. O time brasileiro contava ainda com outros velejadores de destaque: Martine Grael (bicampeã olímpica e capitã do Mubadala Brazil no SailGP), André Fonseca, Henry Boening, Gabriel Borges, Henrique Haddad, Alfredo Rovere, Mario Tinoco, Mario Sergio de Jesus Júnior, além dos reservas Gabriel Kieling e Pedro Trouche.

Foto: Instagram @sslteambrazil / Reprodução

É um evento muito especial. São barcos iguais, fornecidos pela organização. Então eles testam realmente a habilidade das equipes– explicou o velejador 

Além de embaixador, Scheidt corre na 53ª SIVI

Representando a Semana Internacional de Vela pela terceira vez como embaixador, Scheidt não esconde o apreço pelo evento que começou em 1973 e é hoje o maior encontro da vela oceânica na América Latina.

É um evento que reúne os melhores barcos e transcende a competição. É uma espécie de grande festa, grande união da vela brasileira– reforçou Robert Scheidt

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Cinco vezes medalhista olímpico (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 15 vezes campeão mundial, Scheidt vê a Semana de Vela como uma disputa extremamente competitiva na água, mas igualmente colaborativa em terra, especialmente pelo clima entre os velejadores, que aproveitam o momento para trocar informações, festejar e, claro, aproveitar a famosa canoa de cerveja. “Isso tudo faz do evento único”, disse.

Hoje eu moro em Ilhabela, é o lugar que eu sempre utilizei para treinar para minhas campanhas olímpicas. Eu participo da Semana de Vela desde os anos do Optimist, Laser, Star, agora vela oceânica. Eu tenho um carinho muito especial pela SIVI– reforçou

Nesta 53ª edição, a convite de Fabio Faccio, o velejador integra a tripulação do King, um Soto 40 que disputa uma das classes mais competitivas do torneio, com sete embarcações na raia e regatas decididas por diferenças mínimas.

Robert Scheidt e a tripulação do King. Foto: Fred Hoffmann

Segundo Scheidt, a equipe ainda passa por um processo de adaptação, já que alguns tripulantes foram incorporados recentemente. Após a primeira regata de percurso e um desempenho intermediário nas provas seguintes, a expectativa é de evolução ao longo da semana, com ganhos em entrosamento, comunicação e execução das manobras.


No King, Scheidt atua no leme da embarcação e destacou o ambiente positivo da equipe como um dos pontos fortes da campanha. “Sempre um prazer estar no leme de um barco desse, com uma ótima tripulação, de uma energia muito boa”, finalizou.

 

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