Barco Brasil cruza o Ponto Nemo, local mais isolado dos oceanos, em etapa da Globe 40

Por: Nicole Leslie -
20/01/2026

Único representante brasileiro na Globe 40 2025/2026, o Barco Brasil cruzou o Ponto Nemo durante a 4ª etapa da regata de volta ao mundo em duplas. A pernada que iniciou dia 1º de janeiro em Sydney, na Austrália, e vai até Valparaíso, no Chile, cruza o Oceano Pacífico e passa pelo local mais distante de qualquer terra firme no planeta.

Comandado pelos brasileiros José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, o veleiro Barco Brasil cruzou o Ponto Nemo neste sábado (17). A embarcação está na linha de frente da regata, com indicadores desta terça-feira (20) apontando para a 3ª posição geral. Na frente está o Belgium Ocean Racing, em 1º lugar, e o Crédit Mutuel, em 2º.

José Guilherme Caldas (à esq.) e Luiz Bolina (à dir.) comandam o Barco Brasil na Globe 40 2025/2026. Foto: Instagram @barcobrasil / Reprodução

O Ponto Nemo é o local mais isolado dos oceanos, a cerca de 2.700 km da terra mais próxima. Por lá também fica uma espécie de cemitério de espaçonaves, já que a região abriga satélites, estações espaciais e outros objetos desse nicho que caíram em desuso.

 

 

Além disso, as correntes oceânicas dificultam a vida marinha, o que torna o Ponto Nemo um espaço ainda mais desértico no meio do Oceano Pacífico. A região também apresenta condições desafiadoras, como frio intenso, chuva de granizo e um cenário que só permite enxergar o gigante azul.

É muito impactante a sensação de estar no fim (ou no início) do mundo. Ao mexer nos cabos, a sensação é de que tudo vai congelar. Estamos no “modo frigorífico” e a carne dentro somos nós-relatou José Guilherme Caldas

Apesar dos desafios, o Barco Brasil lidera a categoria Sharp com 9 pontos. Atrás dele está o veleiro francês Free Dom, com 13,5 pontos. O sistema de pontuação da Globe 40 prioriza quem somar menos pontos ao final do percurso.


A famosa regata é disputada em barcos Class40, divididos entre as categorias Scow, de proa larga e projeto mais recente, e Sharp, de proa fina. Estes também contam com uma premiação específica ao término da volta ao mundo.

Foto: Agência On Board 360° / Divulgação

Ao todo, são seis etapas no percurso de volta ao mundo. O principal desafio, além dos fenômenos naturais, é completar o trajeto em dupla. Em cada fase, um dos tripulantes a bordo pode ser trocado, mas precisam sempre estar em duplas nas embarcações. O público pode acompanhar a regata em tempo real no site oficial.

 

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