Exclusivo: Irmãos Katoosh contam maior aprendizado da volta ao mundo
Uma multidão se reuniu para receber de braços abertos os irmãos Celso Pereira Neto e Lucas Faraco Pereira — os tripulantes do veleiro Katoosh — que atracaram em Ubatuba (SP) no último sábado (17), após uma saga de sete anos dando a volta ao mundo.
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Em entrevista exclusiva à NÁUTICA, os irmãos Katoosh contaram que a maior lição aprendida na viagem, que passou por 52 países, foi como simplicidade e felicidade podem andar juntas.
A gente conheceu ilhas, povoados, pessoas dos mais felizes que você poderia conhecer e os caras (estavam) fazendo fogo roçando pauzinho– contou Lucas
Analisando a trajetória da dupla, desde o sonho de infância até o êxito da volta ao mundo, Lucas imaginou o que diria para sua versão criança: “Vai, molecão! Vai dar tudo certo, o Katoosheira vai voltar e seus pais vão ter orgulho de vocês”.
Confira abaixo a entrevista dos irmãos Katoosh à Revista Náutica.
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Neto e Lucas também revelaram que, durante toda a jornada, a principal dificuldade foi financeira. Eles zarparam de Ubatuba com recursos suficientes apenas para os primeiros três meses. No entanto, por sorte — e um certo acaso do destino –, a rota financeira mudou quando o conteúdo compartilhado nas redes sociais começou a gerar retorno.


O futuro dos irmãos Katoosh
A dupla promete um novo — e ambicioso — projeto para os próximos anos, embora os detalhes ainda sejam mantidos em sigilo. Segundo Neto, o próximo desafio deve acontecer em 2026.
O único spoiler revelado pelos irmãos é que a jornada exigirá bastante preparo técnico. Por isso, devem permanecer no Brasil por cerca de um ano, até que tudo esteja pronto para zarparem novamente
“Não é só para ricos”
De volta à terra firme, Neto foi direto ao ponto: o mundo náutico pode — e deve — ser mais acessível. Ele conta que, depois de viajar o mundo, pôde observar que, no Brasil, o ambiente da navegação ainda é muito glamurizado, especialmente em redes sociais, onde se vê embarcações milionárias e luxuosas, o que contribui para a ideia de que velejar é um privilégio exclusivo.
Criou-se uma imagem de que a náutica é só para ricos, mas não é– cravou Neto
O navegador ressalta que, embora o setor exija investimento, ele não é tão inacessível quanto se pensa.


“Se você tem um carro popular, você já pode estar no mundo náutico vivendo experiências maravilhosas”, afirma. Ele apontou alternativas como as cotas náuticas, que permitem a compra compartilhada de barcos, barateando o valor final do investimento.
A gente sabe do budget que a gente tinha no começo. Se a gente fez com aquela grana, é porque é possível– ressaltou Lucas
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