Exclusivo: Irmãos Katoosh contam maior aprendizado da volta ao mundo

Neto e Lucas ainda deram spoiler da próxima empreitada que a dupla vai enfrentar nos mares. Confira!

Por: Nicole Leslie -
23/05/2025
Irmãos Katoosh em entrevista exclusiva à NÁUTICA. Foto: Revista Náutica

Uma multidão se reuniu para receber de braços abertos os irmãos Celso Pereira Neto e Lucas Faraco Pereira — os tripulantes do veleiro Katoosh — que atracaram em Ubatuba (SP) no último sábado (17), após uma saga de sete anos dando a volta ao mundo.

Em entrevista exclusiva à NÁUTICA, os irmãos Katoosh contaram que a maior lição aprendida na viagem, que passou por 52 países, foi como simplicidade e felicidade podem andar juntas.

A gente conheceu ilhas, povoados, pessoas dos mais felizes que você poderia conhecer e os caras (estavam) fazendo fogo roçando pauzinho– contou Lucas

Analisando a trajetória da dupla, desde o sonho de infância até o êxito da volta ao mundo, Lucas imaginou o que diria para sua versão criança: “Vai, molecão! Vai dar tudo certo, o Katoosheira vai voltar e seus pais vão ter orgulho de vocês”.

 

Confira abaixo a entrevista dos irmãos Katoosh à Revista Náutica.

 


Neto e Lucas também revelaram que, durante toda a jornada, a principal dificuldade foi financeira. Eles zarparam de Ubatuba com recursos suficientes apenas para os primeiros três meses. No entanto, por sorte — e um certo acaso do destino –, a rota financeira mudou quando o conteúdo compartilhado nas redes sociais começou a gerar retorno.

Foto: Irmãos Katoosh / @veleiro.katoosh / Reprodução

O futuro dos irmãos Katoosh

A dupla promete um novo — e ambicioso — projeto para os próximos anos, embora os detalhes ainda sejam mantidos em sigilo. Segundo Neto, o próximo desafio deve acontecer em 2026.

 

O único spoiler revelado pelos irmãos é que a jornada exigirá bastante preparo técnico. Por isso, devem permanecer no Brasil por cerca de um ano, até que tudo esteja pronto para zarparem novamente


“Não é só para ricos”

De volta à terra firme, Neto foi direto ao ponto: o mundo náutico pode — e deve — ser mais acessível. Ele conta que, depois de viajar o mundo, pôde observar que, no Brasil, o ambiente da navegação ainda é muito glamurizado, especialmente em redes sociais, onde se vê embarcações milionárias e luxuosas, o que contribui para a ideia de que velejar é um privilégio exclusivo.

Criou-se uma imagem de que a náutica é só para ricos, mas não é– cravou Neto

O navegador ressalta que, embora o setor exija investimento, ele não é tão inacessível quanto se pensa.

Irmãos retornam ao Brasil após volta ao mundo no veleiro Katoosh. Foto: Irmãos Katoosh / @veleiro.katoosh / Reprodução

“Se você tem um carro popular, você já pode estar no mundo náutico vivendo experiências maravilhosas”, afirma. Ele apontou alternativas como as cotas náuticas, que permitem a compra compartilhada de barcos, barateando o valor final do investimento.

A gente sabe do budget que a gente tinha no começo. Se a gente fez com aquela grana, é porque é possível– ressaltou Lucas

 

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