O Gigante Azul: por que o Oceano Pacífico é o maior e mais profundo do mundo?
Se fosse possível dividir o planeta em três partes, uma delas seria a área aproximada do Oceano Pacífico — claro que com ressalvas. Com cerca de 160 milhões de km², ele é o maior corpo d’água do mundo e ocupa mais de um terço da superfície terrestre.
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Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), este macroecossistema guarda mais da metade da água livre do planeta e tem espaço suficiente para acomodar todos os continentes ao mesmo tempo.
A história dessa imensidão azul vem desde o supercontinente Pangeia (quando todos eram um só), que era cercado pelo Panthalassa, o único oceano da Terra na época. O Pacífico é o que restou desse ancestral, de acordo com estudo publicado na revista ScienceAdvances.
O documento pontua que por volta de 200 milhões de anos atrás, durante o período Jurássico Inferior, a Placa do Pacífico nasceu em um ponto de junção entre três placas pré-existentes: Izanagi, Farallon e Phoenix. Foi um evento tectônico enigmático, onde a placa surgiu “do nada”, em vez de resultar da fragmentação de outras.


Dimensões absurdas guardam mistérios abissais
As proporções do Oceano Pacífico são, por si só, gigantescas. Além de ser o maior, ele tem quase o dobro do volume do Oceano Atlântico, o segundo da lista.


Ele também detém o título de mais profundo, com uma profundidade média de 4 mil metros. Inclusive, é por lá que se encontra o maior ponto abissal do planeta, o Challenger Deep, localizado na Fossa das Marianas, com impressionantes 11 mil metros abaixo do nível do mar.
A gigante estrutura d’água ainda guarda um grande fenômeno: a Bacia do Pacífico (também chamada de “Anel de Fogo”). Conhecida por ser a região mais sismicamente ativa do mundo, esta é a maior depressão oceânica da Terra e contém a maior quantidade de água do planeta, além de abrigar atividades tectônicas, eventos climáticos e formações geográficas.


Esse fenômeno ocorre em zonas de subducção, onde uma placa tectônica mergulha sob a outra, derretendo no manto e realimentando a atividade vulcânica. É um ciclo constante de destruição e criação, que resulta em variações no volume do corpo d’água ao longo de milhares de anos.
Apesar de toda atividade geológica, o nome do oceano sugere calma. Isso porque ele foi batizado pelo explorador português Fernão de Magalhães, em 1520, que encontrou águas tranquilas ao navegar. Ficou, então, Oceano Pacífico para a história, apesar de toda a movimentação que ele envolve.
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