Biólogo fã de futebol batiza caracol marinho com nome de Vozinha
Espécie inédita encontrada no Caribe recebeu homenagem ao goleiro de Cabo Verde, destaque da Copa do Mundo


Depois de uma participação histórica na Copa do Mundo (cuja final acontece neste domingo (19), às 16h), Vozinha, o goleiro de Cabo Verde, não sairá do imaginário popular tão cedo — ou talvez, nunca. Prova disso é o que aconteceu no mundo científico: o biólogo espanhol e fã de futebol Jesús Ortea batizou uma espécie recém-descoberta de caracol marinho em homenagem ao heroico jogador cabo-verdiano.
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Porém, essa história surgiu há muito tempo, em 2001. À época, foi coletada no Clube Náutico de Havana, em Cuba, uma espécie moribunda do gênero Aldisa e, em 2012, outra foi encontrada em Guadalupe, no Caribe. Apesar do estado precário dos animais, foi o suficiente para concluir: tratava-se de uma nova espécie.


Quem descreveu e nomeou este novo caracol marinho foi o espanhol Jesús Ortea, biólogo e amante de futebol. E o resultado não poderia ser outro: em homenagem ao goleiro que fechou o gol contra a Espanha e defendeu a meta cabo-verdiana na eliminação contra a Argentina, a espécie recebeu o título de Adilsa vozinha. Confira a origem do nome, segundo o artigo:
“Etimologia: Dedicada a Vozinha, o goleiro de 40 anos da seleção cabo-verdiana de futebol, natural de Mindelo, que fez defesas incríveis em sua estreia na Copa do Mundo contra a Espanha, colocando Cabo Verde no mapa do futebol mundial e sendo eleito o melhor em campo.”


A pesquisa foi publicada na plataforma de compartilhamento científico Research Gate. No artigo, Ortea conta que descobriu o molusco vermelho brilhante, agora com o nome de Vozinha, e programou seu anúncio para coincidir com a Copa do Mundo.
A coloração da espécie pretende ser uma homenagem a essa conquista– explicou no artigo
De acordo com a descrição, o animal mede cerca de 4 mm, possui corpo totalmente vermelho vivo, rinóforos (órgãos sensoriais) também vermelhos, seis brânquias pequenas, tubérculos discretos no dorso e costuma viver sobre fundos rochosos no Caribe.
Quando preservado, este caracol marinho perde a coloração vermelha intensa e torna-se translúcido, o que dificulta sua identificação apenas por espécimes conservados. “Os olhos são claramente visíveis nas costas, exatamente na linha que delimita o terço anterior do corpo”, detalha o texto.
Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que Jesús Ortea manifesta sua paixão pelo futebol em suas descobertas. O biólogo, de 75 anos, batizou o caracol marinho Granulina keilori em referência ao goleiro Keylor Navas, ex-Real Madrid e Costa Rica; e outro de Prunum quini em homenagem ao atacante espanhol Quini, que atuou pelo Barcelona e Sporting Gijon nas décadas de 1970 e 1980.
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