Fóssil de criatura mais antiga do que dinossauro é encontrado altamente preservado
Um fóssil de mais de 500 milhões de anos encantou a comunidade científica devido ao estado altamente preservado em que foi descoberto. O achado revela detalhes até então desconhecidos sobre os trilobitas, criaturas marinhas que habitaram os primórdios da Terra.
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O animal, extinto há milhões de anos, é parente dos atuais insetos, aranhas e crustáceos. Para se ter uma noção do quão antigo é, os dinossauros só começaram a surgir no planeta há cerca de 215 milhões de anos.


Embora amplamente estudados, os trilobitas nunca foram vistos com a riqueza de detalhes de agora. Afinal, diversos fósseis exibem os exoesqueletos desses animais, mas nenhum identifica tão bem tecidos moles e outras partes.
A preservação é sem precedentes– Melanie Hopkins, do Museu Americano de História Natural, à Science


Esse nível de conservação só foi possível porque os fósseis, encontrados nas Montanhas Alto Altas, no Marrocos, se formaram a partir da erupção de um vulcão, que atingiu o fundo do oceano e endureceu as criaturas em uma rocha capaz de preservar suas características até os dias de hoje.


A situação, inclusive, lembra o que aconteceu com os moradores de Pompéia, no século 1, depois que a erupção do vulcão tomou a cidade.
Fóssil preenche lacunas sobre os trilobitas
No estudo publicado na Revista Science, de junho, os cientistas explicam terem espiado dentro das amostras obtidas por meio de raios X.
A partir disso, conseguiram traçar modelos 3D, que mostram detalhes requintados e inéditos sobre as pernas e sistemas digestivos dos trilobitas — incluindo antenas e cerdas pequenas nas pernas.
Além disso, se no passado um estudo permitiu saber o que as criaturas comiam, este indica como se alimentavam.


De acordo com o estudo, as informações obtidas por meio dos fósseis ajudarão a resolver debates de décadas sobre a anatomia e estilo de vida dos trilobitas e de outras criaturas — extintas e vivas.
“A anatomia detalhada dos trilobitas nos ajudará a entender melhor a evolução mais antiga dos artrópodes”, garantiu Melanie Hopkins.
Abderrazak El Albani, um dos autores do estudo divulgado pela Science, agora trabalha para convencer o governo marroquino a proteger o local — que também abriga outros fósseis primorosamente preservados.
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