Lanchas Focker na Bahia: Fibrafort é presença confirmada no Salvador Boat Show
Estaleiro catarinense promete três lanchas na 2ª edição do salão náutico, que acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro


Depois de marcar presença nos Boat Shows do Rio, Itajaí e São Paulo, a Fibrafort terá seus modelos expostos também em águas baianas, durante a 2ª edição do Salvador Boat Show. De 30 de outubro a 2 de novembro, três lanchas do estaleiro catarinense estarão na Baía de Todos-os-Santos. São elas: Focker 366 GTS, Focker 333 Gran Turismo e Focker 255 GTX
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O evento acontecerá na charmosa Bahia Marina, onde visitantes poderão conferir de perto os detalhes das embarcações escolhidas pela Fibrafort para o salão náutico. Os modelos, aliás, prometem agradar a todos os gostos, desde navegadores iniciantes até os já com muitas milhas navegadas. Confira:
Lanchas Fibrafort no Salvador Boat Show 2025
Focker 366 GTS
Equipada com parelha de motores centro-rabeta, a Focker 366 GTS pode receber até 14 passageiros durante o dia e quatro no pernoite. Entre os diferenciais estão um banheiro fechado na cabine com box fechado, cabine completa com móvel de apoio, soft-top rígido com opcional de HT elétrico, plataforma submergível e espaço gourmet.


Focker 333 Gran Turismo
A Focker 333 Gran Turismo chega com design imponente e esportivo já por fora. A bordo, um cockpit ergonômico facilita a diversão e o T-top torna as linhas do barco ainda mais charmosas com o acabamento em luzes de LED. A lancha recebe até 12 passageiros durante o dia, com pernoite para quatro.




Focker 255 GTX
De acordo com a Fibrafort, a Focker 255 GTX foi “elaborada pensando no conforto e na segurança, sem abrir mão do estilo elegante e esportivo”. São 7,48 metros de comprimento e 2,57 metros de boca, espaço suficiente para até 12 pessoas apreciarem um passeio a bordo.




O barco é versátil na motorização, com opções centro-diesel (1×200 hp ou 1×220 hp), centro-gasolina (1×220 hp ou 1×300 hp) e popa (1×250 hp ou 2 x150 hp). Com mesa, espreguiçadeira anatômica e banheiro, o cockpit é tido como o espaço ideal para compartilhar momentos especiais sobre as águas.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.


O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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