Guincho elétrico: mais conforto e segurança nos fundeios

Por: Redação -
01/10/2016

Erguer um ferro — que pode ter mais de 10 kg! —, puxando com as mãos um cabo, muitas vezes, coberto de areia ou lodo, certamente, não é a melhor parte de um passeio de fim de semana. Daí a importância de ter a bordo um guincho elétrico para âncora, que, além do conforto, melhora a segurança, permitindo que a operação de fundeio seja feita por uma única pessoa, do posto de comando, sem riscos de acidente. Vamos conhecer um pouco mais sobre este importante acessório nas perguntas e respostas a seguir:

Quais os guinchos elétricos mais comuns?

São dois: com eixo do tambor (ou da polia), vertical ou horizontal. Não existem diferenças relevantes de desempenho entre eles. A escolha dependerá do espaço disponível na proa e no paiol de âncora do barco. Outro aspecto importante é a tensão de alimentação: 12 V, para os modelos de menor potência, e 24 V, para os maiores. Mas atenção para a instalação elétrica: a alimentação pode, facilmente, ter que superar os 100 A! A maioria dos guinchos aceita tanto correntes quanto amarras de poliamida.

O que é melhor: usar amarra de poliamida ou corrente?

As duas opções têm vantagens e desvantagens, mas o uso de corrente calibrada acaba sendo a melhor delas. Uma amarra de poliamida diminui o peso a bordo, a carga no guincho, custa menos e pode ser cortada facilmente em caso de emergência, se a âncora ficar presa. Por outro lado, desgasta-se mais rapidamente, pode começar a deslizar na polia após algum tempo e exige que o comprimento de corrente, entre o cepo da âncora e a amarra, seja menor, para não interferir na polia. Já as correntes duram mais, ajudam no fundeio pelo próprio peso e trabalham melhor com a polia dos guinchos.

Como escolho a capacidade do guincho para meu barco?

Os fabricantes recomendam instalar um guincho com capacidade de tração de três a quatro vezes maior que a carga estimada que ele deverá elevar. Some o peso da âncora ao da amarra ou corrente, incluindo conectores e outras peças e, depois, multiplique esse valor por 3 (ou 4, se quiser ser mais conservador). Então, você obterá a capacidade que o guincho deve ter. Já a corrente para guincho deve, obrigatoriamente, ser calibrada. Ela é fabricada não apenas para suportar a carga, como a corrente comum, mas para operar em uma polia de guincho — o que exige maior precisão no tamanho e no passo/distância entre seus elos. Por isso, custa mais.

Usar o guincho para arrastar o barco até a âncora danifica o equipamento?

Sim. Embora seja, lamentavelmente, uma prática frequente, é o caminho mais rápido para danificar o guincho. Esta peça é projetada para suportar o peso da âncora e da corrente, durante sua subida ou descida, e não para rebocar o barco ou frear o motor. Fazer isso pode exceder sua capacidade, forçando tanto o motor do guincho quanto os componentes internos, sem que o operador perceba! Então, fica aí a sugestão: aproxime o barco lentamente do local da âncora, sempre usando o motor, e só depois acione o guincho.

Preciso prender a amarra ou a corrente ao cunho após fundear o barco?

Sim. Concluído o fundeio, a corrente ou amarra deve ser presa ao barco, através de um cunho ou algo similar — não confie apenas no travamento do guincho. Assim, você aumenta a segurança e não danifica o guincho em um eventual esforço maior causado pelas ondas ou o vento. Uma opção para quem usa corrente é deixar um cabo já preso ao cunho, com um mosquetão na ponta, para engatá-lo em um dos elos. Só não esqueça de retirá-lo antes de recolher a âncora! Depois de puxar o ferro, certifique-se de travá-lo no suporte e não deixá-lo preso só pelo guincho.

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