Com pé de galinha, catamarã fez 42 nós: Hoffmann mostra por que é referência em hélices

Reimar e Bethina Hoffmann revelaram à NÁUTICA os segredos e o futuro dos hélices em entrevista a Marcio Dottori. Assista

21/05/2025
Reimar e Bethina Hoffmann contaram detalhes do sucesso da marca em entrevista no Estúdio NÁUTICA. Foto: Revista Náutica

Com a experiência de quase 100 anos de atividades, a Hélices Hoffman é uma das maiores fabricantes brasileiras de hélices náuticas. À frente da empresa há mais de 70 anos, Reimar Hoffmann esteve no Estúdio NÁUTICA, junto com Bethina Hoffmann, para contar detalhes da história da marca e revelar por que a empresa é referência no Brasil.

A Hoffmann foi fundada em 1937 pelo alemão Emílio Hoffmann, pai de Reimar. Após o falecimento do patriarca, em 1954, Reimar assumiu a direção dos negócios — e segue na diretoria até hoje.

Eu sou um pesquisador, estou sempre pesquisando materiais, buscando o melhor– Reimar Hoffmann

Sua trajetória ganhou um reforço importante: Bethina Hoffmann, sua neta e engenheira naval, que trabalha ainda ao lado de Sávio Satler, técnólogo mecânico, conforme contaram na entrevista a Márcio Dottori, durante o Rio Boat Show 2025.

 

 

A tradição dos Hoffmann no segmento consolidou a empresa de Itajaí, em Santa Catarina, tanto no ramo nacional quanto internacional. Não à toa, hoje a Hélices Hoffmann é referência e trabalha com marcas de renome, como Schaefer, Ferretti Yachts, Azimut, Okean, Intermarine e Carbrasmar.

Foto: Hélices Hoffmann / Divulgação

Tamanho sucesso se deve a fatores como estudos de engenharia e ênfase no processo de fabricação, com alto padrão de qualidade. Foi essa combinação, inclusive, que rendeu à Hoffmann um grande feito no segmento.


Reimar conta que recebeu um catamarã de 58 pés, com eixo pé de galinha, equipado com dois motores MAN de 1.360 hp cada, e conseguiu projetar um hélice que o fez atingir 42 nós durante os testes de mar. Vale ressaltar que, no Brasil, uma lancha com motor de popa ou centro-rabeta é considerada esportiva quando atinge 40 nós.

Até hoje ela funciona e dá essa velocidade. Isso já tem 10 anos– Reimar Hoffmann

Hotspot, catamarã de 58 pés. Foto: Arquivo pessoal

Bethina Hoffmann destaca que cada fabricante tem um perfil. “A gente tem que ver a aplicação, para que o barco vai servir. Se ele quer velocidade, reduzir consumo, força. Não tem um hélice mágico. Temos que estudar e desenvolver esses perfis”, explica.

 

Confira mais detalhes da entrevista dos Hoffmann a Marcio Dottori no vídeo do Canal NÁUTICA.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Novas Lanchas de Busca e Salvamento da Marinha do Brasil foram importadas da Turquia

    Embarcações encomendadas para as Capitanias dos Portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo prometem resistência, durabilidade e tecnologias integradas

    Los Muertitos: águas de praia no México guardam silhueta de uma caveira

    Registros do fotógrafo e pesquisador Rafael Mesquita na última sexta-feira (8) reascenderam dúvidas sobre o destino — que de assustador não tem nada

    Charles Leclerc recebe seu mais novo iate de luxo em cerimônia na Itália

    Piloto de Fórmula 1 comprou um Riva 102' Corsaro Super, marca do Grupo Ferretti. Embarcação foi entregue em 7 de maio e consolidou a 20ª do modelo nas águas

    Vem aí a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show, o maior evento náutico do Sul do país

    Salão catarinense acontecerá de 2 a 5 de julho, na Marina Itajaí. Ingressos já estão disponíveis com 30% off para o leitor NÁUTICA

    SailGP: equipe australiana se mantém na liderança após etapa em Bermudas

    Time brasileiro finalizou empatado na 12ª colocação do ranking geral, ao lado do time suíço. Próxima etapa acontece em Nova York