Copa do Mundo: estádio que recebeu a Inglaterra tem navio pirata de 31 metros

Estrutura no Raymond James Stadium, do Tampa Bay Buccaneers, dispara “canhões”, fumaça e confetes ao melhor estilo estadunidense de celebrar

13/06/2026
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons / Reprodução

Embora a Copa do Mundo 2026 aconteça em três países (Canadá, México e Estados Unidos), é inegável que os holofotes estão apontados para os EUA — e especialmente no modo como os estadunidenses celebram seus eventos. Bom exemplo disso é estádio em que a Inglaterra fez seu primeiro amistoso preparatório para o torneio, que conta com nada menos que um navio pirata de 31 metros.

Localizado atrás de uma das zonas finais do Raymond James Stadium, estádio do Tampa Bay Buccaneers — time de futebol americano parte da National Football League (NFL) —, o navio de concreto pesa 43 toneladas e atua como uma grande zona de entretenimento durante os jogos.

Foto: HappyHarvick2962 / Wikimedia Commons / Reprodução

São, ao todo, seis canhões a bordo, pensados para animar a torcida em momentos decisivos. Quatro deles disparam confetes e dois emitem sons de canhão após field goals (três tiros) e touchdowns (sete tiros) marcados pelos “Bucs”.

Foto: TampaSportsAuthority / Wikimedia Commons / Reprodução

A estrutura é parte histórica do Raymond James Stadium, uma vez que o Tampa Bay Buccaneers leva no nome (Buccaneers) uma referência aos piratas. O time é sediado em Tampa, na Flórida, cidade com uma rica história de pirataria da região da Baía de Tampa.

Foto: AHeneen / Wikimedia Commons / Reprodução

Não à toa, a cidade sedia anualmente, desde 1904, o Gasparilla Pirate Festival, um festival que homenageia o pirata José Gaspar, que teria capturado navios no golfo de México e invadido a costa da Flórida no final do século 18. O ponto alto do evento é a simulação, justamente, de uma “invasão pirata” à cidade, com um grande navio temático chegando pela baía e “tomando” simbolicamente as chaves da cidade do prefeito.


Por isso, não foi estranho para os estadunidenses — mas, sim, para os ingleses — o som de uma sirene saindo do navio quando Harry Kane abriu o placar para a Inglaterra na vitória por 1 a 0 contra a Nova Zelândia no início do mês, ou quando uma voz automatizada narrou o gol, tampouco quando o feito foi anunciado nos telões de 18,6 metros de altura.

 


Embora o Raymond James Stadium não vá receber jogos oficiais da Copa, os 11 estádios dos EUA selecionados para essa emissão fazem parte da NFL e foram adaptados para tal. Assim, as experiências vividas pelos torcedores ingleses ainda prometem ser replicadas a outras nações, que devem descobrir um novo — e inusitado — jeito de viver o futebol em tempos de Copa do Mundo.

 

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