Linha 2023 de WaveRunners da Yamaha chega ao mercado brasileiro
Além de incorporar algumas mudanças nos seus jets, a marca também o local da sua sede no próximo ano


A linha 2023 de WaveRunners Yamaha acaba de chegar ao Brasil. Novas cores e novos sistemas foram incorporados aos modelos de jets, lançados mundialmente.
Luciano Guidugli revela os próximos planos da Yamaha para 2023
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A fabricante apresenta opções tanto para pilotos profissionais quanto amadores, combinando tradição, altos níveis de desempenho, durabilidade e inovação. Abaixo, conheça os principais modelos de WaveRunners.
Linha FX
Um dos destaques da WaveRunner é a linha Sofisticação, composta pelos modelos FX. Agora, o FX Cruiser SVHO tem um sistema de áudio já instalado de fábrica. Com conexão bluetooth, você pode ver notificações das mensagens de texto e até fazer chamadas.


Outro diferencial é o deck ultraleve NanoXcel, com maior resistência, proporcionando motor com mais aceleração e menor consumo de combustível. Possui ainda tela Connext touchscreen, de LCD, que pode ter 5 ou 7 polegadas e com a possibilidade de integrar Mapa GPS.


O motor é o Super Vortex High Output (SVHO) de 1.8 litros superalimentado no FX Cruiser SVHO. Já no modelo FX Cruiser HO é o motor aspirado, 1.8 litros HO de alta saída. vale lembrar que com todos esses itens, essa linha é indicada para quem já tem prática de pilotagem.
Linha VX
Na linha Recreação, os modelos VX são mais procurados por famílias que buscam ter um passeio de jet com conforto e versatilidade.


Por isso, mais opções personalizáveis foram adicionadas. Aliando desempenho, confiabilidade e desempenho, essas embarcações possuem um nível maior de conforto.


Linha GP
Para quem gosta de adrenalina, os jets esportivos da linha GP carregam motores prontos para a corrida, com ótima potência e desempenho, proporcionando ainda mais emoção com velocidade máxima.


Com o intuito de melhorar a experiência de pilotagem, a Yamaha criou uma ergonomia inspirada em corridas. Assim, o piloto tem um manuseio mais responsivo.


SuperJet
Outro integrante da linha esportiva de jets da Yamaha é o SuperJet, com melhor desempenho em stand-up. Seu casco foi projetado para maior estabilidade estática e dinâmica, possibilitando ainda mais o domínio das manobras.


Compacto e leve, o motor TR-1 4 tempos – 4 cilindros proporciona aceleração emocionante, que faz sucesso com os pilotos da categoria estilo livre.
Uma inovação do esportivo é o L-Mode, um sistema que, quando acionado, reduz para 85% o desempenho do motor — dessa forma, iniciantes também podem curtir o modelo com mais tranquilidade.


A Yamaha oferece um ano de garantia para qualquer modelo da linha lazer de WaveRunners, independentemente da embarcação ser usada em água doce ou salgada.
Yamaha terá nova sede administrativa em 2023
Ao longo de 2023, a Yamaha estará fazendo uma importante mudança: toda a parte administrativa da empresa sairá de Guarulhos e será instalada no Edifício Continental Tower, no Complexo Cidade Jardim Corporate Center, no bairro Cidade Jardim, em São Paulo.
No novo local, a marca terá uma estrutura mais moderna, tecnológica e que será adaptada para o modelo híbrido de trabalho. A parte de logística e o de desenvolvimento de produtos irão para Jandira, na Grande São Paulo. Essa nova instalação permitirá uma maior eficiência da operação, e acesso rápido ao embarque e recebimento de equipamentos destinados para a fábrica de Manaus.
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Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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