Maior catamarã à vela do mundo: conheça detalhes do imponente projeto australiano

Além de inovador e luxuoso, modelo em construção pela Echo Yachts promete navegação sustentável

Por: Nicole Leslie -
15/10/2025
Foto: Echo Yachts / Divulgação

O mercado náutico de luxo vive uma revolução silenciosa. Entre designs arrojados e tecnologias avançadas, o glamour — antes absoluto — divide cada vez mais espaço com a sustentabilidade. Em um cenário atento ao impacto ambiental, estaleiros de diferentes países apostam em embarcações mais limpas, inteligentes e eficientes. Nesse movimento, um projeto em especial tem chamado atenção: o ASC58, um catamarã à vela que promete se tornar o maior do mundo nessa categoria.

Com 58 metros de comprimento, o superiate está sendo construído pela Echo Yachts, na Austrália, com lançamento previsto para 2027. A obra começou em 2024 no estaleiro de Henderson e avança em etapas, com atenção minuciosa a detalhes técnicos e estéticos.

Construção do catamarã à vela da Echo Yachts que promete se tornar o maior do mundo na categoria. Foto: SuperYacht Services Guide (SSG) / Reprodução

Durante o Monaco Yacht Show 2025, em setembro, o gerente de vendas e marketing da Echo Yachts, Chris Blackwell, compartilhou detalhes do projeto em entrevista ao portal SuperYachts.com.


Segundo Blackwell, a embarcação combina aventura, luxo e sustentabilidade como os três pilares principais. Essa filosofia se reflete diretamente na engenharia naval do modelo.

Foto: SuperYacht Services Guide (SSG) / Reprodução

O ASC58 foi concebido em parceria com os escritórios Dykstra Naval Architects e One2three Naval Architects, unindo design de ponta e desempenho eficiente. A bordo, o catamarã contará com tecnologias regenerativas, hélices de passo ajustável e bancos de baterias de alta capacidade — tudo pensado para reduzir ao máximo a pegada ambiental e buscar uma navegação com zero emissão de carbono.

Foto: SuperYacht Services Guide (SSG) / Reprodução

Uma das joias do projeto é o sistema de velas DynaRig, cuja produção foi iniciada também em setembro. Com dois mastros giratórios independentes, a estrutura de 1.660 m² oferece manuseio totalmente automatizado, operado por um painel de controle digital. A tecnologia inovadora é fornecida pela Southern Spars.

Construção do projeto ASC58. Foto: SuperYacht Services Guide (SSG) / Reprodução

À medida que o mercado náutico de luxo cresce, o ASC58 chega com uma proposta ousada: unir espaço e estabilidade típicos dos catamarãs a uma experiência de navegação silenciosa, limpa e sofisticada. Como toque final, a embarcação ainda deve levar o título de maior catamarã à vela do mundo — a não ser que outro projeto a supere até seu lançamento.

Foto: SuperYacht Services Guide (SSG) / Reprodução

No mais, a SuperYacht Services Guide afirma que a embarcação grande e luxuosa ostenta no projeto acomodações de alto padrão, espaços de entretenimento e uma variedade de brinquedos aquáticos projetada para quem ama viver o mar — com direito, inclusive, a um heliporto.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Martine Grael é anunciada pelo time dos Estados Unidos no SailGP

    Bicampeã olímpica substituirá Taylor Canfield no comando do F50 americano durante a etapa em Genebra neste final de semana

    Center consoles ganham espaço entre os barcos do São Paulo Boat Show

    Com comando centralizado e áreas livres ao redor do console, embarcações apostam na versatilidade para pesca, passeios e lazer

    Especialistas destacam vocação do Brasil para incremento da indústria naval

    Painel "Indústria Náutica e Naval: Geração de Emprego e Renda" foi apresentado nesta quinta-feira (17) no Fórum Internacional Náutico da ANB, em Salvador

    Série com ilha, barca e mistério náutico domina o Emmy 2026

    “O Segredo de Widow’s Bay”, da Apple TV, venceu 14 prêmios e reforçou o apelo de histórias ambientadas em comunidades costeiras isoladas

    Filme sobre Amyr Klink fica fora da disputa do Brasil no Oscar 2027

    “100 Dias”, de Carlos Saldanha, estava entre os seis finalistas para representar o país, mas o escolhido foi “Feito Pipa”, de Allan Deberton