Mesmo sem saber nadar, homem cruza o oceano Atlântico a remo e chega na Irlanda

Damian Browne, 42 anos, ficou mais de 110 dias remando no oceano Atlântico para cumprir desafio

20/10/2022
Damian Browne navegando no oceano Atlântico. Reprodução: Instagram @auld_stock

Damian Browne, que se descreve como “aventureiro extremo” e é ex-jogador de rugby, conseguiu cumprir o desafio de cruzar o oceano Atlântico remando. A competição tinha como ponto de partida a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, e o destino era Galway, na Irlanda.

 

Um ponto importante ressaltado por Damian é que ele não sabe nadar. Toda a viagem durou mais de 110 dias.

Para não estar despreparado, o “aventureiro” teve aulas de remo ao longo do rio Hudson. A travessia navegando no oceano teve início em junho e terminou no começo de outubro, somando mais de 4 mil quilômetros de trecho percorrido.

 

Nas publicações do Instagram do navegador, onde compartilhou as aventuras de sua jornada, Damian afirmou: “você precisa saber o que está fazendo mentalmente, enquanto está lá”.

Pela rede social, ele também contou que é muito bom estar de volta na sua casa na Irlanda.

 

Quando começou, a aventura tinha dois integrantes: Damian e um amigo, Fergus Farrell — um homem que teve de reaprender a andar após sofrer uma grave lesão. A ideia inicial era que o desafio fosse cumprido em sua totalidade e sem algum tipo de apoio. Contudo, no 13° dia, Fergus ficou doente e precisou ser retirado de imediato da embarcação.

 

Em entrevistas, Damian afirmou que toda essa aventura possui um lado mais solitário e outro mais eufórico. Porém, para ele o mais importante é saber equilibrar e controlar a mente.

O barco usado na travessia tinha apenas pouco mais de 6 metros. Para se alimentar, Damian contou principalmente com alimentos desidratados.

 

Ele ainda carregava um mini dessalinizador, para que houvesse água limpa para seu consumo. Na hora de dormir, o irlandês se deitava por algumas horas na sua cabine.

 

Após completar o desafio da travessia, Damian garante que não tem vontade de aprender a nadar.

 

*Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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