Primeiro motor de popa a diesel e hidrogênio do mundo é flagrado em testes

Por: Redação -
22/12/2021

Na procura por novas (e ecológicas) formas de energia, como alternativa aos combustíveis fósseis, nenhum elemento é tão promissor como o abundante hidrogênio. Em dezenas de laboratórios e centros de pesquisa, cientistas e engenheiros estão ocupados descobrindo caminhos para reduzir gastos e melhorar a praticidade dos motores a hidrogênio.

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É dentro desse contexto que se apresenta a proposta do primeiro motor do mundo movido com o uso misto do hidrogênio com o óleo diesel, em operações marítimas, cujas pesquisas avançam em Portsmouth, na Inglaterra.

Com o objetivo de transformar o Porto Internacional de Portsmouth no primeiro espaço marítimo de emissões zero do Reino Unido, a empresa de tecnologia diesel Cox Marine — em colaboração com a Universidade de Brighton e com o consórcio marítimo SHAPE UK (Shipping, Hydrogen & Port Ecosystems UK) —, converteu um de seus motores de popa diesel CXO300 para funcionar também com hidrogênio, em uma forma de propulsão de combustível duplo. A expectativa é a de que o motor diesel comum adaptado possa utilizar até 99% H2 e 1% diesel.

O sistema ainda está em testes. O projeto inclui várias etapas-chave, começando pela instalação de um eletrolisador de hidrogênio modular em Portsmouth. A eficiência do sistema será então testada com a ajuda de um barco equipado com o motor de popa de combustível duplo de hidrogênio da Cox.

“O setor marítimo como um todo, e a Cox, em particular, reconhecem a necessidade de contribuir positivamente para os desafios significativos da redução das emissões mundiais de CO2”, disse James Eatwell, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Cox Powertrain e líder do projeto desenvolvido em conjunto com a SHAPE UK.

Para ser usado em um veículo motorizado, o hidrogênio comprimido é armazenado em um tanque e transmitido à célula de combustível, uma pequena fábrica química que converte o gás em eletricidade, que, por sua vez, aciona um motor.

Sua forma líquida tem excelente relação energia/volume, mas exige tanques especiais porque não se liquefaz enquanto não atinge -253 C. A expectativa dos pesquisadores é converter Portsmouth no primeiro porto neutro de carbono do Reino Unido até 2030, e o primeiro porto de emissão zero até 2050.

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