Navio desaparecido há 95 anos no Triângulo das Bermudas é reencontrado

Por: Redação -
31/01/2020

Os destroços de um navio que desapareceu misteriosamente no Triângulo das Bermudas há quase 100 anos foram encontrados por um grupo de biólogos e pesquisadores na costa da Flórida, nos Estados Unidos. A descoberta foi noticiada por um canal de televisão norte-americano.

A embarcação SS Cotopaxi era um navio mercante norte-americano que deixou a costa da Carolina do Sul, nos EUA, em 29 de novembro de 1925. Trinta e duas pessoas desapareceram juntamente com a carga de carvão do barco, que tinha como destino final Havana, em Cuba.

“Sabemos que nessa viagem algo aconteceu porque ela [a embarcação] enviou uma mensagem em dezembro pedindo socorro”, afirmou Michael Barnette, um dos pesquisadores. “Nunca encontraram destroços. Nunca encontraram botes salva-vidas, corpos ou qualquer coisa. A embarcação simplesmente desapareceu após esse ponto.”

Barnette e seus colegas decidiram buscar pelos destroços resultantes do naufrágio como parte de uma série chamada Shipwreck Secrets, que está prevista para estrear nos EUA em fevereiro, no Science Channel. “Sou biólogo marinho de profissão. Mas a história marítima é minha verdadeira paixão. Gosto de sair e tentar identificar destroços, porque cada um tem uma história fascinante. Eu sou apenas um cara muito curioso”, contou o especialista.

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O trabalho da equipe, entretanto, não começou nas profundezas do mar, mas na biblioteca, onde os exploradores buscaram por pistas de onde o navio poderia estar. “Muitas vezes, é importante gastar mais tempo nos arquivos pesquisando do que na água, porque é nesse momento que você fará as descobertas em todos artigos ou coisas dessa natureza”, disse o historiador Guy Walters, que cuidou dessa parte da pesquisa.

Barnette descreveu o momento em que ele e sua equipe encontraram os destroços do navio como um “choque de eletricidade”. “É muito emocionante, porque primeiro você está animado com a teoria correta. Há também uma montanha-russa emocional porque você percebe: ‘espere um segundo, esse é um lugar que marca o ponto final de descanso dos membros da tripulação que afundou com o navio'”, disse. “Portanto, existe a responsabilidade de tentar entrar em contato com as famílias para que possamos ajudá-las a encerrar suas buscas por respostas.”

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