Restos de naufrágio que ocorreu há 200 anos são encontrados no México


Arqueólogos mexicanos encontraram vestígios que datam mais de 200 anos em águas do estado caribenho de Quintana Roo, informou o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH). Os restos, incluindo uma âncora, um canhão e lingotes de ferro usados como lastro, correspondem aos de um barco à vela inglês do final do século XVIII ou início do século XIX, segundo o comunicado.
“Os arqueólogos subaquáticos imaginam que a tripulação daquele navio havia feito um último esforço para evitar a catástrofe”, divulgou o INAH. Os especialistas chegaram a essa conclusão a partir da âncora, que seria lançada ao mar “com a intenção de se prender à barreira de corais”, onde permanece até hoje.
O naufrágio foi chamado de “Manuel Polanco”, em homenagem a um pescador octogenário que o encontrou e denunciou ao INAH. Este é o 70º naufrágio registrado na Reserva da Biosfera do Banco Chinchorro, uma ilha oceânica de corais localizada a cerca de 24 quilômetros da costa sul de Quintana Roo.
LEIA TAMBÉM
>> Teste Intermarine 62: navegamos em uma das lanchas mais desejadas do Brasil
>> 11 barcos-conceito fantásticos que podem ir para as águas nos próximos anos
>> Navegador argentino cruza o Atlântico para ver seus pais em meio à pandemia
A área em que foram encontrados os vestígios é de difícil acesso. “Situa-se diretamente na barreira de corais, onde a corrente oceânica é forte”, explicou Laura Carrillo Márquez, pesquisadora do INAH e diretora do Projeto Banco Chinchorro.
O INAH afirmou que essa descoberta, junto à de outros veleiros, navios a vapor, navios mercantes e rebocadores de diferentes nacionalidades e épocas, torna possível conhecer mais a respeito dos últimos 500 anos de navegação em águas das Américas.
Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Piloto de Fórmula 1 comprou um Riva 102' Corsaro Super, marca do Grupo Ferretti. Embarcação foi entregue em 7 de maio e consolidou a 20ª do modelo nas águas
Salão catarinense acontecerá de 2 a 5 de julho, na Marina Itajaí. Ingressos já estão disponíveis com 30% off para o leitor NÁUTICA
Time brasileiro finalizou empatado na 12ª colocação do ranking geral, ao lado do time suíço. Próxima etapa acontece em Nova York
Famosa na costa de Bangladesh, a embarcação artesanal chama atenção pelo formado arqueado do casco, que lembra uma lua crescente
Testamos o maior barco em fibra de vidro produzido em série no Brasil, a Ferretti FY1000 — com cinco suítes e flybridge de 55 m² — fabricada pelo Grupo Okean em Santa Catarina. Uma embarcação que combina conforto, desempenho e a exclusividade de um iate de alto padrão




