Arqueólogos descobrem 12 naufrágios a 1,9 km de profundidade no Mediterrâneo Oriental

Por: Redação -
23/04/2020

Um grupo de arqueólogos britânicos encontrou 12 naufrágios no Mediterrâneo. Os antigos navios estavam carregados de centenas de artefatos como porcelanas chinesas, jarros, cafeteiras, grãos de pimenta e cachimbos ilegais. Uma expedição liderada pela Enigma Recoveries, encontrou o aglomerado de navios há 1,9 km abaixo da superfície do Mar Mediterrâneo Ocidental. Os pesquisadores exploraram os naufrágios e coletaram artefatos usando robôs sofisticados.

Segundo a equipe de pesquisa, os navios revelam uma rota comercial da China para a Pérsia, Mar Vermelho e Mediterrâneo Oriental para alimentos e porcelana em antigas ‘rotas de navegação’, que serviam comércios de especiarias e seda dos impérios grego, romano e otomano, a partir de 300 AEC.

Alguns dos navios antigos são os maiores já encontrados no Mediterrâneo. Eles foram desenterrados em uma parte lamacenta do fundo do mar oriental entre Chipre e Líbano. Segundo Sean Kingsley, arqueólogo do Projecto Enigma Shipwreck Project (ESP), dentro dos navios eles encontraram a mais antiga porcelana chinesa, pertencente à Dinastia Ming. Essas são peças raras, muito difíceis de encontrar, e elas estão em ótimo estado.

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A descoberta destes naufrágios revelou uma “estrada” marítima de seda e especiarias anteriormente desconhecida que liga a China à Pérsia, ao Mar Vermelho e ao Mediterrâneo oriental.

Um dos naufrágios é um navio mercante otomano do século XVII. Com de 42 metros de comprimento, ele é suficientemente grande para caber dois navios de dimensões normais no seu convés. O navio não somente é um dos maiores já encontrados no Mediterrâneo Oriental, como também trazia um tesouro artefatos. Nele traz mercadorias de 14 culturas e civilizações diferentes. A equipe utilizou um veículo robótico para procurar e carregar cuidadosamente os artefatos nas profundezas do fundo do mar e encontrar os tesouros entre a lama. Chamado de Colosso, acredita-se que o navio afundou em 1630, enquanto navegava entre o Egito e Istambul, é uma cápsula do tempo.

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