Nazaré Paulista estabelece acordo com Sabesp para a regulamentação das marinas da Represa de Atibainha

Por: Redação -
24/07/2020

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Um dos lugares mais bonitos do interior de São Paulo, a Represa de Nazaré Paulista — também conhecida como Atibainha — já foi descoberta por muitos donos de jets e lanchas, que não querem saber de outro lugar para navegar. Algumas centenas de barcos encontram abrigo nas muitas marinas da região. Nem todas, porém, até agora estão regulamentadas. Mas isso está começando a mudar.

Na tarde desta quinta-feira, 23 de julho, a Prefeitura de Nazaré Paulista — que fica a 70 quilômetros de São Paulo, pelas rodovias Fernão Dias e Dom Pedro II — convocou 11 proprietários de marinas na Atibainha para uma reunião com a Sabesp, que cuida do abastecimento de água e controla sua qualidade em 365 municípios de São Paulo. E os donos das estruturas náuticas saíram otimistas do encontro, diante das condições impostas pela companhia para a regularização de suas marinas.

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O prefeito de Nazaré Paulista, Murilo Pinheiro, disse que ao renovar o contrato do município com a Sabesp por mais 30 anos exigiu, como contrapartida, que a empresa regularizasse todas as marinas do município. “Ao mesmo tempo, os proprietários de marinas assumiram o compromisso com a conservação da represa, com a sustentabilidade, importante para preservação do meio ambiente e, consequentemente, para o fortalecimento do turismo náutico”.

O prefeito de Nazaré Paulista, Murilo Pinheiro

Por sua vez, a superintendente da unidade Norte da Sabesp, Débora Pierini Longo, disse que companhia identificou, junto com a prefeitura, as marinas aptas para a regularização e elaborou um novo procedimento para a aprovação dos projetos. “A ideia, junto com o prefeito Murilo Pinheiro, é que Nazaré Paulista seja a primeira cidade a ter todas as marinas regularizada na região de Bragança”, revelou.

A superintendente da unidade Norte da Sabesp, Débora Pierini Longo, ao lado de Beto Garja, diretor de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Nazaré Paulista

Para isso, ela explicou, é necessário que as marinas atuem como uma barreira de proteção desse manancial, que fornece mais da metade da água potável que a metrópole paulista consome. “Nosso interesse é cuidar desse manancial”, finalizou a superintendente da Sabesp. “Essa ação, pioneira, vai servir de referência para todo o estado de São Paulo”, avaliou Beto Garja, Diretor de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Nazaré Paulista.

“Depois de 20 anos trabalhando, entre aspas, irregularmente, comemoramos a chance trabalhar 100% regularizados”, celebrou Róbson Felício, proprietário de marina. “Tenho pleiteado isso junto à Sabesp há muitos anos. Com certeza, essa negociação vai facilitar a regulamentação de nossas estruturas”, comemorou Sergio Massa, outro proprietário de marina na Atibainha.

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    O São Paulo Boat Show 2026 foi a estreia oficial da Tank Boats. O estaleiro levou para o salão seu primeiro modelo, a T36, uma lancha de 36 pés que combina conforto e desempenho.

    Recém-chegada ao mercado, a Tank Boats foi inaugurada em abril, e escolheu o evento para o lançamento de sua embarcação primogênita, do tipo center console, com referências internacionais.
    É um barco que traz muitas referências internacionais, principalmente no acabamento, que é extremamente fino e difícil de encontrar em embarcações nacionais. Também temos muita tecnologia embarcada, com uma interface própria da Tank Boats - destacou Fábio Bisolatto, fundador da Tank Boats
    [caption id="attachment_210486" align="alignnone" width="920"] Fábio Bisolatto. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] Segundo Inara Bisolatto, gerente de marketing da marca, a T36 pode ser configurada tanto para pescadores quanto para quem busca passeios, lazer e uso familiar.   A lancha  tem casco construído por infusão a vácuo, motorização de popa e uma cabine considerada pelo estaleiro uma das maiores da categoria. Na unidade exposta no salão, a motorização é composta por três motores Mercury de 425 hp, totalizando 1.275 hp. [caption id="attachment_210485" align="alignnone" width="920"] Motores da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Barco conta com ‘caixa-preta’

    De acordo com Victor Tadano, um dos sócios da Tank Boats, a empresa desenvolveu uma interface própria para centralizar informações que normalmente ficam espalhadas entre diferentes equipamentos e telas da embarcação.   A T36 exposta possui sete telas, mas a proposta do sistema é permitir que as informações consideradas essenciais sejam acompanhadas de maneira centralizada. [caption id="attachment_210484" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] O executivo ainda destacou que o software armazena dados sobre o funcionamento da embarcação e acompanha parâmetros dos sistemas ao longo do tempo. Assim, a partir desses registros, é possível identificar desvios em relação ao padrão de funcionamento e indicar possíveis problemas.   Alterações de rotação, temperatura ou consumo do motor podem gerar alertas antes que uma falha efetivamente aconteça.
    Temos muita tecnologia e muitas telas no barco, mas não adianta ter sete telas e não conseguir acompanhar todas. Por isso, é importante ter, em pelo menos uma delas, as informações essenciais da embarcação. Não é apenas uma tela: é um sistema que armazena os dados, como uma espécie de caixa-preta que trouxemos para dentro do barco para ajudar no gerenciamento - afirmou Tadano
    [caption id="attachment_210483" align="alignnone" width="920"] T 36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Manual de instruções

    Fábio Bisolatto e Victor Tadano explicaram que o proprietário receberá, junto com a embarcação, um manual de instruções, projeto elétrico e projeto hidráulico, além das especificações e códigos dos componentes utilizados.   Segundo eles, os itens empregados durante a fabricação são rastreados para facilitar futuras manutenções e substituições.   A empresa também afirma possuir um documento de ensaios de 51 páginas, com os testes realizados durante a fabricação e a entrega da embarcação. [caption id="attachment_210480" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_210479" align="alignnone" width="920"] Canine da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Fundo de investimentos

    O estaleiro foi aberto em abril de 2026. Os sócios afirmam que a marca conta com o respaldo de um fundo de investimento e que os recursos previstos permitem sustentar a operação pelos próximos três anos durante a ampliação da linha de produtos, independentemente das vendas. [caption id="attachment_210478" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Estreia no São Paulo Boat Show

    O São Paulo Boat Show foi palco da estreia oficial da Tank Boats diante do público, e a empresa montou um estande de aproximadamente 370 m² para apresentar a marca.   Para Inara, a recepção superou as expectativas e a Tank Boats já havia fechado vendas antes mesmo da metade do evento. [caption id="attachment_210481" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

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    Os executivos revelaram que a engenharia da Tank Boats já trabalha em dois novos lançamentos, embora não tenham divulgado modelos, tamanhos ou datas específicas.   A intenção é ampliar a linha nos próximos anos e consolidar a empresa no segmento de center consoles.

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