Projeto apresenta Guia de Albatrozes e Petréis para Pescadores

Folheto ajudará na identificação das aves em alto-mar, com fotos e descrições detalhadas

Por: Redação -
24/11/2022
Foto: Dimas Gianuca/ProjetoAlbatroz

O Projeto Albatroz, que desde 1990 atua na educação ambiental sobre aves marinhas, desenvolveu o Guia de Albatrozes e Petréis para Pescadores para ajudar os trabalhadores de barcos pesqueiros, “principais aliados na conservação” das aves marinhas, a informar dados de avistamentos e capturas, que influenciam pesquisas científicas e políticas públicas.

O guia foi desenvolvido em formato de folheto, para ser carregado a bordo dos navios, ou lido em formato PDF.

 

O manual é composto por 11 páginas que mostram fotos, localização usual e descrições de tamanho e comportamento de 22 espécies que ocorrem em águas nacionais.

 

Além de albatrozes e petréis, foco da iniciativa, estão espécies de fragatas e gaivotões, muitas vezes confundidas com as primeiras.

 

Entre elas, estão a grazina-de-trindade e a pardela-de-asa-larga, que se reproduzem em ilhas brasileiras. E espécies ameaçadas de extinção, como o albatroz-de-tristão, ave do grupo de “albatrozes gigantes” que está no nível máximo de risco – o de criticamente em perigo.

Nosso guia pode ser uma ferramenta útil na hora de identificar esses animais e reportar eventuais avistamentos e mortes por afogamento aos pesquisadores – Caio Azevedo Marques

“Assim como outras aves marinhas, os albatrozes e petréis são companheiros dos pescadores em suas viagens, ajudando-os a encontrar áreas com grandes cardumes e os encantando com sua beleza extraordinária”, explica o biólogo e coordenador científico do Projeto Albatroz.

 

Acidentes com aves na pesca

A morte de aves marinhas na pesca é um grande risco e motivo de preocupação para ambientalistas. Outro guia lançado pelo projeto foi feito justamente para ajudar os pescadores a evitar esses contratempos – e a salvar as aves, caso eles aconteçam.

 

O folheto “Como evitar a captura de albatrozes na pesca?” ajuda os pescadores a cumprirem a Instrução Normativa 07/14, dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente, que determina a obrigatoriedade de itens como a linha espanta-aves (também chamada de toriline); a largada noturna de iscas, para evitar que as aves sejam fisgadas; e a adição de pesos que façam as iscas afundarem mais rapidamente, evitando que as aves as alcancem.

 

Com instruções detalhadas e imagens que auxiliam na adoção dessas medidas pelos barcos pesqueiros e até com instruções para remoção de anzóis de aves eventualmente fisgadas, o guia ajuda a diminuir a mortalidade de aves marinhas em zonas pesqueiras.

 

A morte acidental das aves, que não têm qualquer valor comercial e não são alvos das pescarias, é um dos principais motivos por trás do grande número de espécies ameaçadas.

 

Segundo o projeto, as aves marinhas são o grupo de aves mais ameaçado de extinção no planeta, com mais de 40% de suas 359 espécies conhecidas nas classificações “quase ameaçada” ou ameaçada em qualquer nível.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    EUA enviam ao Rio de Janeiro porta-aviões gigante de 333 metros; entenda

    USS George Washington atracou no Brasil como parte da operação Southern Seas, que visa incentivar a cooperação entre os países

    Em fase final de testes, Aquabus de Ilhabela transportaram 1,5 mil pessoas no fim de semana

    Novo sistema de transporte aquaviário contará com três catamarãs e capacidade para 60 pessoas em cada viagem; data de inauguração ainda não foi divulgada

    Italiana Rossinavi lança catamarã híbrido-elétrico de 43 metros

    Modelo nasce como “projeto mais inovador” do estaleiro, com tecnologias sustentáveis e até uso de Inteligência Artificial

    Schaefer Yachts anuncia barco que não afunda, ideal para resgates em alto-mar

    Com o nome de Interceptor 48 Pilot, novidade é fruto de parceria com a empresa irlandesa Safehaven Marine

    Criatura de 18 metros está impactando a cadeia alimentar da vida marinha; entenda

    Gelatinoso e transparente, os "picles do mares" causam perturbações no ecossistema durante as ondas de calor oceânicas e preocupam cientistas