Público já pode ver de perto lancha do sorteio do São Paulo Boat Show 2023

Focker 188 Joy equipada com motor Yamaha será sorteada em 26 de setembro, último dia de evento

21/09/2023

O maior evento náutico da América Latina já começou! Até o dia 26 de setembro, o São Paulo Boat Show reúne as principais marcas do setor no pavilhão do São Paulo Expo. Recheado de lançamentos e atrações, o salão náutico paulista ainda vai realizar o sorteio da lancha Fibrafort Focker 188 Joy, equipada com um motor Yamaha F90 novinho!

A partir de hoje, os visitantes que passarem pelo São Paulo Boat Show 2023 poderão ver de perto todos os detalhes da embarcação da Fibrafort que será sorteada no último dia de evento, a partir das 20h30. É também neste primeiro dia de salão que os primeiros cupons para concorrer ao prêmio serão depositados na urna.

Enquanto o sorteio não chega, o visitante terá motivos de sobra para passear por todo o pavilhão. Além de tudo o que há de mais novo em embarcações, motores, equipamentos, revestimentos, serviços e eletrônicos, o salão terá a 2ª edição do NÁUTICA Talks, a mostra Tesouros Náuticos, o Espaço dos Desejos e a área Destinos Náuticos.

Saiba como participar do sorteio

Concorrer a uma Focker 188 Joy no sorteio do São Paulo Boat Show é muito simples. Os visitantes do evento vão ganhar um cupom por pessoa, logo na entrada do salão. O papel deverá ser preenchido com os dados pessoais do visitante e a resposta da pergunta “Qual tipo de embarcação está sendo sorteada?”. Depois, basta depositar o cupom em uma urna, no mesmo local, e cruzar os dedos!

Foto: Fibrafort / Divulgação

O sorteio será realizado no próprio São Paulo Boat Show, no dia 26 de setembro, às 20h30, com livre acesso ao público e transmissão ao vivo pelo YouTube e Instagram da NÁUTICA.

 

Entre todos os cupons preenchidos, será sorteado um participante de forma manual e aleatória. O selecionado será considerado ganhador apenas se o cupom estiver preenchido corretamente, atendendo aos requisitos da promoção.

Conheça a Focker 188 Joy

Lançada em 2020, a Focker 188 Joy foi planejada para oferecer espaço e funcionalidade, facilitando a circulação e a integração entre as pessoas a bordo, em seus 5,50 m de comprimento e 2,10 m de boca. Com motorização de popa (1x 75 hp a 140 hp), a lancha tem capacidade para até sete passageiros.

Segundo a marca, o barco pode ser transportado facilmente por um veículo SUV. Ao todo, a Focker 188 Joy já teve cerca de 300 unidades comercializadas.

 

CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO SRE/ME N. ° 06.029221/2023

São Paulo Boat Show 2023

O maior e mais importante evento náutico da América Latina está chegando! Alcançando a marca de 50 eventos náuticos realizados no eixo Rio-São Paulo, a 26ª edição do São Paulo Boat Show será ainda maior e melhor, reunindo os principais players do mercado náutico e quem ama o mundo da navegação em um só lugar.

 

Com mais de 150 embarcações expostas — de todos os modelos, preços e tamanhos — o São Paulo Boat Show 2023 contará com os principais lançamentos do setor náutico para 2023 e 2024, incluindo jets, motores, equipamentos, brinquedos náuticos, acessórios e serviços para barcos.

 

Um sorteio no São Paulo Boat Show ainda vai premiar um sortudo ou sortuda com uma lancha. O evento também receberá as novidades de grandes marcas de luxo no Espaço dos Desejos e vai apresentar atrações de turismo náutico de destinos incríveis pelo Brasil.

Foto: Fibrafort / Divulgação

Anote aí!

Quando: De 21 a 26 de setembro de 2023
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP, 04329-900)
Horário: Dia 21 das 15h às 22h e de 22 a 26 de setembro das 13h às 22h (no último dia, o evento encerrará às 21h)
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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