Rio Boat Show 2023 traz diversidade em opções gastronômicas
São nove foodtrucks com cardápios variados para o público do evento náutico


O maior evento náutico outdoor da América Latina já está acontecendo, e as opções gastronômicas no Rio Boat Show 2023 tem sido um sucesso! Além dos principais lançamentos e destaques do setor náutico, o público presente no evento tem ainda nove opções de foodtrucks para aproveitar..
Abertura do Rio Boat Show 2023 tem presenças especiais, além dos fãs do mundo náutico
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Depois de acompanhar as mais de 80 embarcações expostas na Marina da Glória – 70 delas diretamente nas águas da Baía de Guanabara -, o público presente tem um leque de opções para alimentação. Confira, a seguir, cada uma delas:
Amazon Açaí
Segundo a marca, o Amazon Açaí é o estilo de vida da Amazônia ao alcance das mãos. São várias opções para refrescar o dia, que vão desde o próprio açaí até as polpas de frutas.
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Cinquentão Street Food
Para os que gostam de uma opção mais tradicional e que não tem erro, os hambúrgueres do Cinquentão são uma ótima alternativa.
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Cogu
Diretamente do alto da Serra da Mantiqueira, a equipe do Cogu fez contato com o cogumelo e descobriu suas inúmeras propriedades.
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Crepe do Gringo
No Rio Boat Show 2023, além da vista de tirar o fôlego para o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, os visitantes podem também se sentir um pouquinho na França com o crepe francês do Crepe Gringo.
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Espírito de Porco
Para os amantes da carne suína, o foodtruck Espírito de Porco faz jus ao nome e entrega ao público presente na Marinha da Glória o melhor da carne de porco, com opções variadas no cardápio.
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Gustô Gastronomia
O Gustô é conhecido por estar presente em grandes eventos, de diversos segmentos. A qualidade de mais esse foodtruck não poderia ficar de fora do Rio Boat Show 2023.
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Las Empanadas
Há mais de nove anos no Rio de Janeiro, o Las Empanadas é pioneiro no segmento, fornecendo produtos legitimamente argentinos.
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Lievita
As pizzas não poderiam ficar de fora do Rio Boat Show, por isso, a Lievita traz ao evento náutico pizzas de fermentação natural, molho artesanal e ingredientes selecionados.
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Vulcano
Com quatro trucks pelas ruas do Rio de Janeiro, a Vulcano atracou no Rio Boat Show para levar sanduíches de costela, hot dogs e a batata canoa mais querida pelos clientes da marca.
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RIO BOAT SHOW 2023
Quando: De 29 de abril a 7 de maio, das 13h às 22h (todos os dias do evento)
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória)
Mais informações: rioboatshow.com.br
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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