Em rara aparição, sapo com aparência celestial é fotografado no sul da Índia

Popularmente conhecido como sapo-galáxia, o anfíbio tem detalhes pontilhados que lembram um céu noturno; confira

19/12/2025
Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

Uma criatura que parece vir de outro planeta — ou melhor, de outro universo! Esse é o fascinante Melanobatrachus indicus, popularmente conhecido como “sapo-galáxia”. O motivo? Sua aparência, que lembra um céu estrelado à noite e visões dignas de um planetário.

Mais raro do que o encontrar é fotografá-lo. Mas um sortudo e talentoso fotógrafo do reino animal conseguiu avistar esse que é um dos anfíbios mais difíceis de achar do planeta. O indiano Hadlee Renjith tirou alguns cliques do espécime e não deu outra — a publicação está com quase em 30 mil curtidas no Instagram.

Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

As imagens foram feitas nas florestas úmidas de Munnar, no estado de Kerala, sul da Índia. Nas fotos, fica ainda mais evidente a origem do seu apelido: um espetáculo natural de cores e detalhes pontilhados por minúsculas manchas azuis que lembram uma constelação no céu noturno.

A aparência celestial lhe dá um destaque mesmo entre os anfíbios mais singulares e pouco conhecidos das florestas tropicais do sul da Índia. Vale ressaltar que a região exótica abriga animais como “sapos-dançantes” e um “fóssil vivo” de nome complicadíssimo: Nasikabatrachus sahyadrensis.

 

O Melanobatrachus indicus é a única espécie conhecida de seu gênero e pode ser diferenciada de Duttaphrynus melanostictus — popularmente conhecido como “sapo-cururu” — pela crista vertebral proeminente no primeiro, que não é encontrada no segundo.

De outro mundo!

Por mais que pareça de outra galáxia, este sapo está entre nós e vive na Terra. A espécie habita exclusivamente os Gates Ocidentais, uma cadeia montanhosa que se estende pelos estados indianos de Kerala e Tamil Nadu.

Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

Geralmente, eles preferem altitudes entre 900 e 1.200 metros e se adaptam melhor a ambientes densos e úmidos. Como se não bastasse a aparência noturna, o anfíbio geralmente costuma ser encontrado à noite, escondido sob folhas, galhos em decomposição ou nas margens de riachos de fluxo contínuo.

Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

A coloração azul escura, salpicada de marcas brilhantes, o ajuda quando se sente ameaçado por predadores. Para despistá-los, o sapo-galáxia encurva o corpo, mantém os membros colados ao tronco e permanece imobilizado, numa camuflagem que aumenta suas chances de passarem despercebidos de ataques.

 

Além de encantador, o sapo-galáxia desempenha um papel fundamental no equilíbrio ecológico no ambiente florestal, ao se alimentar de pequenos insetos e outros invertebrados, como formigas e besouros.

Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

Medindo apenas de 2,4 a 2,8 centímetros, o animal possui um terceiro dedo com o dobro do comprimento dos demais, sendo a quarta unidade bem curta.

 

Porém, o fato do animal ser raro já traz um fato preocupante: sua precariedade. O avanço da agricultura, o desmatamento e a construção de estradas têm destruído seu habitat natural. Tanto é que sua área de ocorrência reduziu-se para menos de 5 mil km².

Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

Nesse sentido, a proteção das florestas úmidas dos Gates Ocidentais é vista como essencial para garantir a sobrevivência do sapo-galáxia — uma criatura biológica que ainda guarda muitos mistérios da natureza e desperta a curiosidade de cientistas e admiradores da natureza.

 

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