Travessia entre São Sebastião e Ilhabela ganha nova embarcação exclusiva para pedestres e ciclistas
Catamarã de 29,5 metros de comprimento com capacidade para 370 passageiros passou por reforma e promete reduzir o tempo de espera em horários de pico


Um dos sistemas de travessia mais movimentados do litoral de São Paulo acaba de ganhar um novo reforço. O serviço entre São Sebastião e Ilhabela, que atende mais de 11,7 mil usuários por dia, passa a contar com uma nova embarcação: a LS-04. O catamarã, de 29,5 metros de comprimento, tem capacidade para 370 passageiros e promete tornar mais ágil o deslocamento de quem cruza o canal sem veículos.
Pescador resgata cadela de 2 anos em mar aberto no RJ; assista
Ilhabela recebe reconhecimento por projeto Cidade Amiga das Baleias; conheça a iniciativa
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
No dia 28 de março, por meio das redes sociais, o vice-prefeito de Ilhabela, João Pedro Colucci, mostrou que acompanhou o início da operação. Ele agradeceu ao Governo de São Paulo pelo investimento, mas reforçou: “a gente espera que o serviço também acompanhe essa melhora”.
Que continue melhorando e que a população seja cada vez melhor atendida– pontuou Colucci
Com operação exclusiva para passageiros, espera-se que o novo catamarã reduza o tempo de espera para pedestres e ciclistas, especialmente em horários de pico. Antes de integrar o sistema, que conecta as cidades litorâneas em um trecho de 2,4 quilômetros — um dos mais longos do estado —, a embarcação passou por uma modernização completa, que contou com um investimento de R$ 3,2 milhões, conforme detalhou a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).


Segundo o órgão, os ajustes contemplaram serviços estruturais e tecnológicos, incluindo laminação em fibra de vidro, montagem e acabamento, revisão dos sistemas hidráulicos, motores e geradores, além de intervenções nos sistemas elétricos, eletrônicos e de segurança. A embarcação também recebeu melhorias na linha de eixo, leme e pintura geral.
Além do catamarã, o arquipélago recebeu uma dragagem inédita do berço de atracação, que visa recuperar as condições de navegabilidade, restabelecendo a profundidade mínima de 3,7 metros e garantindo mais segurança às operações.
Segundo a Semil, foram investidos R$ 6,4 milhões na obra, que abrangerá cerca de 20 mil m² e removerá 22 mil m³ de sedimentos. O projeto inclui monitoramento ambiental contínuo e participação de entidades e órgãos públicos, reduzindo os impactos do assoreamento e evitando restrições em períodos de maré baixa.
A Secretaria destacou ainda que, desde 2023, já são mais de R$ 230 milhões aplicados no aprimoramento do sistema das travessias litorâneas na região.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público
Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível
Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas
Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards
Registro de 1949, gravado em um disco de plástico, revela em quase 1 minuto e meio o som emitido por uma baleia-jubarte




