Ventura aposta na navegabilidade de seus barcos para conquistar público do Nordeste
A Ventura Experience mergulhou sem medo na primeira edição do Salvador Boat Show, levando importantes produtos de seu vasto repertório já na estreia do salão náutico. Desta quarta-feira (6) até domingo (10), quem passar pela Bahia Marina poderá conferir de pertinho os destaques da marca no evento, sobre as águas da Baía de Todos-os-Santos.
Acabou a espera! Começou o 1º Salvador Boat Show
Guia digital do Salvador Boat Show já está disponível no app de NÁUTICA
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Marco Garcia, diretor comercial da Ventura, destacou que a marca não hesitou em apresentar no salão o que tem de melhor. Os estandes do estaleiro estão recheados com a V400 Crossover, V300 Crossover (com proa fechada e aberta, nas opções com motores centro-rabeta e popa), V265 Cabin, quadriciclos da linha Adventure e, claro, o Ventura Orca, primeiro jet 100% elétrico do mundo.


Isso prova que a Ventura acredita em Salvador, acredita na Bahia como um todo e acredita no Nordeste– destacou o diretor comercial


As embarcações expostas pela marca no salão, segundo Garcia, estão disponíveis para quem quiser conhecer e navegar. A ação visa, principalmente, apresentar aos visitantes “a qualidade dos produtos navegando”.
Quem está em um mar como o daqui, que venta muito, que é para poucos, a Ventura vai agradar com certeza– afirma Marco Garcia
Ainda nesse sentido, o diretor comercial ressalta que “se tem uma coisa que diferencia a Ventura dos demais, se chama navegabilidade. A nossa navegação é muito eficiente.”


Enquanto os destaques da marca são quase palpáveis para Garcia — o diretor comercial não consegue nem escolher um modelo favorito entre tantas opções –, o palco do salão, por outro lado, “não dá para mensurar”. “Quem não conhece a Bahia Marina, quando chega, fica de queixo caído. A presença dos restaurantes, que são maravilhosos, o pôr do sol, a qualidade da água… Tudo te faz ficar com ‘tesão’ de comprar um barco”, finaliza o diretor.
1º Salvador Boat Show
O Salvador Boat Show chega em grande estilo, com 100% de seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na inconfundível Baía de Todos-os-Santos. Embarcações de diversos modelos, motores, equipamentos, acessórios e serviços ligados ao setor estão na capital baiana.


Visitantes têm a sensação genuína de imergir no universo náutico visitando estandes flutuantes, conferindo barcos lado a lado, em um cenário mais que convidativo para uma vida no mar. Já consagrado como o maior salão náutico do Nordeste, o evento ainda apresenta experiências exclusivas e um mar de oportunidades.
Anote aí!
1º SALVADOR BOAT SHOW
Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
Horário: Das 14h às 21h
Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
Ingressos: site oficial de vendas
Mais informações: site oficial do evento
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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