Vinhos: sugestões de rótulos para agradar ao paladar feminino

Especialista dá dicas de sabores que combinam com mulheres de diferentes perfis

Por: Redação -
06/01/2023

De acordo com estudo divulgado pela plataforma CupomValido sobre o consumo de vinho no Brasil e no mundo, o brasileiro nunca bebeu tanto vinho como na pandemia.

Em média, foram 2,78 litros de vinho per capita, o que representa um aumento de mais de 30%, comparado com 2019. Dos 83 milhões de consumidores de vinho no país, 46% tomam a bebida pelo menos uma vez por semana, e 53% pelo menos uma vez por mês.

 

Foi-se o tempo em que o vinho e todas as peculiaridades que o envolve, como uvas, tempo de envelhecimento, produtor, região de origem e safra eram de interesse essencialmente masculino.

 

O mito de que as mulheres preferem bebidas mais leves, o que remete a espumantes, caiu por terra na pesquisa feita pelo economista e sommelier Mauro Salvo e publicada no livro “Visitando o que pensa o consumidor de vinho no Brasil: um olhar pela lente de um economista traduzido em estatísticas e gráficos”.

 

Com base em mais de 600 entrevistas, o resultado desfaz o mito de que mulheres preferem espumantes ao revelar que cerca de 70% delas optam por vinhos tintos.

 

Qual consumidora, ao entrar numa loja de vinhos, não ouviu como primeira oferta do vendedor um espumante, quando estava em busca de um tinto? – Mauro Salvo, sommelier

 

A grande diferença é que as mulheres levam a sério o provérbio de que o melhor vinho é aquele que agrada ao paladar. Além disso, pesquisa da revista Food Quality and Preference sugere que o sexo feminino conta com um paladar mais apurado, a ponto de sentir sabores que os homens não identificam.

 

Melhor ainda se for verdade o que disse a toda poderosa madame Pompadour, amante do rei Luis 15 da França: “O champanhe é o único vinho que deixa a mulher ainda mais bonita depois de beber”. Então, vamos a ele.

 

Marina Bufarah de Souza, sommelière da Wine, maior clube de assinatura de vinhos do mundo, sugere rótulos que combinam com mulheres clássicas, artísticas, aventureiras, românticas e gourmands. Abaixo, confira as dicas.

 

Undurraga T.H. [Terroir Hunter] D.O. Valle del Maipo Cabernet Sauvignon 2019

“Para as mais clássicas, a rainha das uvas tintas, a cabernet sauvignon, de um dos vales mais tradicionais e renomados para essa variedade, a Denominação de Origem Vale de Maipo”, sugere Marina.

 

O Undurraga T.H. [Terroir Hunter] D.O. Valle del Maipo Cabernet Sauvignon 2019 traz a melhor expressão dessa uva em terroir chileno, com complexidade, potência e elegância. Seus aromas são expressivos e revelam frutas vermelhas e negras, como cereja e groselha, notas de ervas e especiarias, toques de grafite e cedro. Um clássico que nunca sai de moda!

 

Costero Reserva D.O. Valle de Leyda Syrah 2019

“Para a mulher aventureira, que topa tudo e está sempre pronta para uma nova descoberta, indico o Costero Reserva D.O. Valle de Leyda Syrah 2019, que traz um novo perfil para a Syrah, seu cultivo em uma das mais incríveis regiões de clima frio do Novo Mundo, o Vale de Leyda, na costa chilena”, explica a especialista. Banhada pelo Oceano Pacífico, essa Denominação de Origem é acariciada pelas brisas que sopram do oceano em direção ao continente, preservando toda acidez e despertando nuances frutadas que vão aguçar a curiosidade e surpreender.

 

Carpineto D.O.C. Rosso di Montepulciano

“Se for daquelas que não perdem a oportunidade de harmonizar o vinho com um de seus pratos favoritos, vai amar o Carpineto D.O.C. Rosso di Montepulciano 2018”, afirma a sommelière.

 

Segundo ela, este é um vinho gastronômico no qual predomina a sangiovese, uva italiana de muito prestígio e internacionalmente reconhecida por sua versatilidade para acompanhar as mais diversas culinárias, com apreço especial pelas massas com molho vermelho.

 

Carpineto Dogajolo I.G.T. Toscano Rosato 2020

Para as mulheres que têm veia artística, criam e transformam em arte os mais simples objetos, a especialista acredita que o Carpineto Dogajolo I.G.T. Toscano Rosato 2020 é a escolha ideal. “Ele começa encantando na beleza do rótulo e desperta toda criatividade com seus aromas de frutas vermelhas frescas, como morango e groselha, associados aos toques florais. O plus final fica por conta da linda garrafa que pode decorar um cantinho da casa”, revela.

 

Le Rosé de S.I.G.P. Méditerranée Rosé 2019

“Para as apaixonadas, românticas por natureza, eu indico o Le Rosé de S. I.G.P. Méditerranée Rosé 2019, um vinho apaixonante, perfumado e delicado, perfeito para brindar os momentos mais amorosos e divertidos, construindo novas memórias que vão acompanhar toda sua história”, conta Marina.

 

Mionetto Prosecco Rosé DOC

Produzido a partir de uma combinação entre as melhores uvas glera e pinot noir, o Mionetto Prosecco Rosé DOC, do Grupo Henkell Freixenet, possui cor rosa clara, inspirada nas flores de pêssego, e seu sabor tem notas de toranja e frutas vermelhas.

 

O frescor marcante de Mionetto é intensificado pela longa maturação que dura em torno de 60 dias, proporcionando aroma de mel e crosta de pão. É ideal para acompanhar aperitivos diversos e pratos leves como saladas e frutos do mar preparados à moda mediterrânea, por exemplo.

 

Champagne Perrier-Jouët Belle Epoque

A icônica garrafa do Champagne Perrier-Jouët Belle Epoque, com as anêmonas japonesas desenvolvidas em 1902 por Emille Gallé, um dos maiores expoentes da Art Noveau, já agrada em cheio. Mas seu blend complexo e elegante não deixa por menos.

 

Brunello di Montalcino Vigna del Suolo

Brunello di Montalcino Vigna del Suolo, primeiro Cru da vinícola italiana Argiano, cujas vinhas estão entre as mais antigas da Toscana, é resultado de cultivo orgânico, sem fertilizantes ou pesticidas, colhido de forma artesanal. Com uvas 100% sangiovese, tem cor vermelho-rubi intenso e brilhante, aroma complexo e sabor denso e estruturado, que harmoniza com massas, risotos com funghi ou trufa, carnes vermelhas e queijos maduros.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

    Formando novas gerações: Mubadala Brazil SailGP Team treina jovens mulheres para o futuro da vela

    Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!

    Pirelli 44 Ducati Edition: nova lancha de alta performance tem DNA de MotoGP

    Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades

    NX Boats e Suassuna Fernandes conectam os universos náutico e imobiliário através da Pininfarina

    Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina

    Real 45 Luxury surpreende nas vendas e já tem encomendas até setembro de 2027

    Lançada no São Paulo Boat Show 2026, lancha da Real Powerboats registra alta procura e tem toda a produção vendida até o próximo ano