Você sabia que embarcações civis salvaram 300 mil soldados durante a Segunda Guerra?

Por: Redação -
30/10/2020

Siga nosso TWITTER e veja a série Dicas Náuticas diariamente.

Em maio de 1940, depois das tropas nazistas de Adolf Hitler conquistarem Paris, os alemães marcharam em direção ao Canal da Mancha e encurralaram as tropas aliadas em Dunquerque, cidadezinha no norte da França, a 300 quilômetros da capital.

As ordens que chegavam do outro lado do Canal, na Inglaterra, eram uma só: evacuar os mais de 300 mil soldados ilhados, cercados pelos nazistas e pelo mar. Os eventos que se desenrolaram de 26 de maio a 4 de junho ficaram conhecidos como “Operação Dínamo”, em que mais de 800 barcos civis “salvaram” os soldados e os levaram de volta para casa.

Os generais britânicos tentaram, mas os dez contratorpedeiros (navios de guerra da esquadra naval) não puderam se aproximar da praia por dois motivos: a maré estava baixa e os submarinos alemães lançavam mísseis em suas direções.

Navios encalhados e destruídos pelos alemães

Portanto, em apuros, um chamado foi feito: todos os ingleses que possuíssem qualquer tipo de embarcação, e que quisessem ajudar seus conterrâneos, deviam atravessar o canal da mancha, percorrer os 80 km que separam a França da Inglaterra, para literalmente salvar quantas vidas fosse possível.

A partir do dia 27 de maio de 1940, barcos de mercadorias, de pesca, de recreio e até canoas que ostentavam a bandeira inglesa começaram a aparecer ao longo da praia e no porto da pequena Dunquerque.

Leia também 

>> Mergulhadores visitam submarino afundado durante a Segunda Guerra. Veja as imagens
>> Conheça o restaurante construído em navio utilizado na Segunda Guerra Mundial
>> Francês cria embarcação para recuperar título de recordista mundial de velocidade em alto mar

O resultado? 338 mil soldados (ingleses, franceses, holandeses e belgas) foram evacuados durante nove dias. Para alguns, a evacuação foi sinônimo de derrota. Para outros, foi o significado da união que resultou em milhares de vidas salvas.

Quem disse que um pesqueiro, ou que uma canoa, não salvam vidas?

A maioria das embarcações britânicas zarparam da cidade de Ramsgate, no sudoeste da Inglaterra, para Dunquerque. Conheça alguns dos barcos:

 

Mary Jane
Caronia
Hilfranor
New Britanic
Elvin

Esses navios participaram do resgate dos soldados, e também entraram em cena no filme “Dunkirk”, de Christopher Nolan, de 2017. Dos mais de 800 barcos, apenas 10 foram encontrados em boas condições de filmagem, a maioria se perdeu no tempo. O que não se perdeu foi a história.

Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Fartura, no interior de SP, recebe estrutura náutica de uso público

    Píeres e passarelas construídos pela Metalu integram o Programa de Turismo Náutico do estado

    10 barcos: NX Boats prepara seu “maior estande da história” para o Rio Boat Show 2026

    Entre os destaques estão as lanchas NX310 Impact e NX44 Design by Pininfarina Fly, estreantes no salão náutico carioca, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

    Peixe-boi-marinho "participa" de passeio de jangada em São Miguel dos Milagres; assista!

    Animal resolveu se agarrar à embarcação durante passeio pelas piscinas naturais da região. Espécie está ameaçada de extinção no Brasil

    Maior colônia de corais já documentada fica na Austrália e foi encontrada por mãe e filha

    Formação de quase 4 mil m² ocupa parte da Grande Barreira de Corais da Austrália e, segundo cientistas locais, trata-se da maior colônia já mapeada

    Teste Ross SR 220 Icon: uma 22 pés que agrada

    A nova Ross SR 220 Icon navega bem e oferece boa relação custo-benefício, bom espaço a bordo e até banheiro fechado