Yamaha Marine lança aplicativo de interação com proprietários

Por: Redação -
16/07/2021

A Yamaha Marine anunciou recentemente seu novo aplicativo, o MyYamahaOutboards. É um aplicativo móvel e portal da web, que coloca informações essenciais dos produtos e do revendedor ao alcance dos proprietários, incluindo um histórico completo de manutenção de cada motor que eles possuem.

“O MyYamahaOutboards vai longe, provando que cada motor de popa Yamaha tem um potencial insuperável de longevidade, especialmente quando mantido de maneira adequada”, disse Frank Wilhelm, Gerente de Publicidade e Marketing Digital da Yamaha Marine Engine Systems.

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Ele continua: “Agora, nossos clientes têm uma ferramenta exclusiva destinada a aprimorar toda a experiência de propriedade. Esteja um velejador na água todos os dias, ou apenas algumas horas por ano, o MyYamahaOutboards é uma ferramenta valiosa para qualquer pessoa com um motor Yamaha”.

A inovação relata as informações do histórico do motor de popa e os requisitos de manutenção, registrando, ainda, dados como intervalo de revisões pelos revendedores autorizados Yamaha Outboard participantes. Para proprietários que preferem uma abordagem DIY, o MyYamahaOutboards também oferece gráficos de manutenção úteis.

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“Há uma grande vantagem em ter todos os intervalos de manutenção do motor de popa registrados em uma plataforma sucinta e com um concessionário de motores de popa Yamaha autorizado,” disse Wilhelm. “Além disso, os proprietários podem usar este importante relatório de histórico de manutenção para aumentar a confiança e potencialmente aumentar o valor quando estiverem prontos para revender seu barco atual e comprar um novo”.

Antes que o conjunto completo de recursos do MyYamahaOutboards possa ser utilizado, os produtos adquiridos devem ter sua garantia registrada por um revendedor autorizado da Yamaha. Assim que o registro da garantia for concluído, os proprietários podem criar uma conta por meio do aplicativo ou portal da web.

As plataformas armazenam informações de registro do motor de popa e do barco para facilitar a recuperação quando necessário, e uma das formas de acesso é pelo próprio número de ID do motor primário (PID), que possibilita uso imediato do aplicativo ou portal.

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O MyYamahaOutboards também tem a capacidade de armazenar informações por usuário, sendo que, para barcos com dois ou mais motores de popa, os proprietários podem definir a posição específica de cada motor de popa no barco (bombordo, boreste, centro, etc.).

Quando o usuário estiver pronto para repotencializar ou vender seu barco, ele pode atualizar as informações do barco e do motor diretamente por meio do aplicativo ou portal da web após comprar seu novo barco e motor de popa de um concessionário Yamaha autorizado.

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Dentre as outras ferramentas úteis inclusas na plataforma, estão as listas de verificação convenientes — usadas para uma preparação (tanto antes quanto depois) de cada experiência de navegação — e uma função de registro de viagem útil que os velejadores podem usar para manter detalhes de suas viagens favoritas.

Os proprietários do app também têm acesso a uma biblioteca de conteúdo que inclui manuais do proprietário e tutoriais em vídeo, a um recurso Localizador de concessionário Yamaha para localizar e salvar seu concessionário Yamaha favoritos no perfil e a uma pesquisa de peças e acessórios específicos, além de obter informações sobre novos produtos da marca, promoções e futuros shows náuticos.

O MyYamahaOutboards está disponível como um aplicativo móvel em dispositivos iOS e Android, e como um portal baseado na web.

Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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