4º dia: confira quem passou pelo lounge NÁUTICA no São Paulo Boat Show 2025

Espaço reservado para convidados ilustres da Revista NÁUTICA recebeu diversos nomes neste domingo (21). Veja!

22/09/2025
Philip Leslie, Helena Leslie, Nicole Leslie e Vinicius Viana. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica

Recheado de novidades e no meio dos principais barcos, motores e equipamentos do mercado, um espaço dedicado aos convidados da Revista NÁUTICA está dando o que falar no São Paulo Boat Show 2025: o lounge NÁUTICA, que já entrou no seu 4º dia de muita movimentação e networking.

Com vários nomes conhecidos do universo náutico, o ambiente recebeu neste domingo (21) muitas figuras ilustres, que pousaram para fotos no espaço exclusivo de NÁUTICA. Sendo assim, confira os cliques do 4º dia do lounge no São Paulo Boat Show 2025 — que seguirá até terça-feira (23).

Quem passou pelo lounge NÁUTICA no 4º dia de São Paulo Boat Show 2025

Jose Jr, da Triton, Leonardo Chiavazzoli e Roger Santanna, da Lanchas Coral, e Eduardo Colunna, da Acobar. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Guilherme Demétrio, Marcão, Helinho e André Santiago, da Zath Mariner. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Otto Aquino, da NÁUTICA, Stella Ross, Marcio Ishikawa e Francisco Hernan, da Ross Mariner. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Cristina Almeida. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Cleiton Freitas, Dinez Rezende e Matheus Lamim. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Bárbara Martendal, da Fibrafort, e Thalita Vicentini. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Felipe Morais e Erik Fratarcangeli. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Rodrigo Loureiro e Márcio, da Schaefer Yachts. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Marcela Dias, Marianara Candis e Bruna Fernanda. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Camila Roque e Elisa Nedel. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Paulo Thadeu, da Real Powerboats, Alfredo Soares, da G4 Educação, Manuela Mendes, Thalita Vicentini e Ernani Paciornik. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Heverton Rodrigues, da Voguer. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Sandra Bronzina. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Orlando Junior e João Duarte. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Daphne Kopelman e Giugiano Agmont. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Esmeralda Antonelli e Sarah Tavares. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Murillo Fiorin, Marcello Gimenez e Adriane Gimenez. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Sabrina Fidelis e Bia Ferrer. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Maria Clara e Enzo Turquetti. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Danilo Iakimoff e Jordana com a Sophia Turini, atriz da série da série “Senna”, da Netflix. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Caio Mello, Jose Higino, Francely Franco e Gabriel Franco da ABRC. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Marcella Diegues e Thalita Vicentini. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Allan Cechelero, da Triton. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Aguinaldo Miranda e Gustavo Freitas. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Maíra Galleta e Eduardo Tomitão. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Heloisa Stockeler e Peter Kaya. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Giuseppe Mignoli. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Tawanna Bonani e Cleber Bonani da MS Áudio Brazil. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Rafaela Sestini, Antonella, Martina e Christiano Sesti, da Marine Express.. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Lucas Morais e João Rafael da Miguel Giannini. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Otto Aquino, Nayadja Lima e Thalita Vicentini. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Roberto Pilot e Carlos Muller, da NTC Company. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Iza Sales, Gilson Camargo e Ricardo Oliveira. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Carmen Lucia, Leonardo, Thalita Vicentini e Donizete. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Maria Fernanda, Camila Maria, Alessandra Landim e Fernando Grigorio. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Renata Demarchi e Renan Colombo. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Wilson Oliveira e Kaio Santos, da Ford. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Almiro Thiburcio e Ricardo Fragoso, diretores da FS Yachts. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Jorge Souza e Theo Souza. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Tamara Vieira, da Car Station. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Áleff Willian e Luiz Felipe. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Marcos Granado, Fabiana Aguilat e Nicole Luf, do Rumo Certo. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Andrea Salles e Samantha Oliveira. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Marcio Dottori, Danilo Fontana diretor Fibrafort e Pedro Dias. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Guilherme Andrade, da Loja de Barco. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Ricardo Moreira. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Thalita Vicentini. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Manuela Ladeira e Barbara Turrielli. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Anderson Azevedo, da UK Motors. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Isabella Camasmie e Jose Camasmie da Master Marine. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica

São Paulo Boat Show 2025

A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupa o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — com direito a lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reúnem lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.

 

O público encontra pranchas motorizadas, veículos off-road, a inusitada “Kombi Boat” e até o projeto de um barco voador. E tem mais: durante o evento, será sorteada uma lancha Focker 188 Joy equipada com motor de popa Yamaha F90.

Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

O NÁUTICA Talks também marca presença. O circuito de palestras reúne mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, trazendo histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.

 

Luxo e cultura completam o pacote. No Espaço dos Desejos, marcas de alto padrão exibem objetos exclusivos e carrões como Aston Martin e McLaren. Duas Lamborghinis também são exibidas no evento, onde os visitantes podem ver ainda a Pole Position, lancha que pertenceu a Ayrton Senna, de pertinho.

 

Anote aí!

SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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