Os estúdios Rob Doyle e Van Geest apresentaram seu novo projeto, o Domus, um trimarã elétrico de 40 metros inspirado nas casas da Roma Antiga. Com 750 toneladas, o modelo une alto desempenho, design de vanguarda e preocupação ecológica.
Um sistema otimizado de energia solar e armazenamento de bateria permite que o superiate acelere durante o dia e transfira a energia para o sistema de bateria durante a noite. Isso também significa que o Domus será totalmente silencioso enquanto estiver ancorado.
“A combinação exclusiva de energia solar, tecnologia de regeneração hidráulica e células de combustível de hidrogênio dá ao Domus alcance ilimitado com zero emissões”, disse a equipe de design.
Além das credenciais ecológicas, o Domus foi concebido como um trimarã de alto desempenho. Para reduzir o arrasto e melhorar a velocidade, ele poderá inclinar-se em um ângulo de dois graus, o que também garantirá um cruzeiro confortável com o mínimo de rolamento.
A palavra ‘domus’ vem do latim e se refere a uma casa térrea da elite romana que era construída em torno de um pátio interno. O trimarã pega emprestados aspectos desse design para criar uma sensação de amplitude e luxo a bordo.
O espaço interno do iate cobre 783 m² divididos entre dois decks. Há seis camarotes de hóspedes no total, com quatro VIPs e duas suítes do proprietário, cada uma equipada com sua própria área de lounge.
Como se não bastasse o conforto das acomodações, este trimarã conta com várias opções de lazer, que incluem uma sala de cinema, academia e um salão com bar. O Domus também ostenta uma área de spa com piscina.
Trabalhando juntos no projeto, Rob Doyle e Van Geest Design fizeram uma extensa pesquisa sobre os aspectos práticos e elementos de segurança associados aos trimarãs. “Acreditamos firmemente que, se você deseja os benefícios dos multicascos com mais de 40 metros, a única solução prática é um trimarã”, acrescentou a dupla de designers.
Juntamente com o conceito de 40 metros, a equipe está criando uma versão maior para um estaleiro.
Por Gabriel Caldini, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
NX 50 Invictus Fly se destaca na água, combina amplas áreas de convivência, duas suítes e opções com até três motores, em um projeto voltado para longas permanências a bordo
Terceiro modelo da linha V do estaleiro, iniciada pela elogiadíssima V33 e seguida pela igualmente bem-sucedida V44, a Schaefer V34 é uma lancha walk around, de conceito esportivo, desenvolvida — assim com suas “irmãs — para o mercado internacional, especialmente os Estados Unidos, para onde são enviadas versões com motores de popa — normalmente, dois de 300 hp cada. No Brasil, porém, há também opções de centro-rabeta (diesel, na faixa de 320 hp ou acima). Curiosamente, a configuração de popa, que parecia destinada apenas ao mercado externo, tem ganhado cada vez mais adeptos por aqui.
Inspirada na V33 — lançada em 2020 e já com muitas unidades vendidas —, a Schaefer V34 traz atualizações no design, no conforto e no estilo de navegação, mantendo a essência esportiva do modelo original. “Modernizamos sem perder nada”, resume o projetista Marcio Schaefer (o Marcinho, filho comandante do estaleiro, Marcio Luz Schaefer) ao detalhar as novidades.
[caption id="attachment_211597" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
A principal inovação está no hard-top de fibra de vidro, que na V34 ganhou desenho completamente novo. Na V33, o T-top se limitava à área central, protegendo apenas o posto de comando e o espaço gourmet, que fica atrás do banco do piloto. Já na nova versão, as targas foram deslocadas para as laterais do costado, o que permite que a cobertura se estenda por toda a parte interna do cockpit. O resultado é um espaço mais integrado, com melhor aproveitamento da área gourmet e sensação de amplitude a bordo.
[caption id="attachment_211593" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Assista ao teste completo!
https://www.youtube.com/watch?v=8rLDWIJnma0&t=34s
Interior refinado
Apesar de privilegiar as áreas externas, a V34 tem uma cabine com cama para duas pessoas, banheiro completo, pia e armários — ou seja, oferece um bom conforto para os pernoites. O acesso é feito por uma porta deslizante localizada a bombordo do posto de pilotagem, com trava de segurança. A escada tem degraus fundos e largos. Lá dentro, há um bom sofá em V que se converte em uma cama de casal, além de uma bancada com cuba e armários a bombordo (que não chega a ser uma cozinha, apenas permite a instalação de uma geladeira de 12 volts) e, a boreste, um armário vertical, que pode ser usado como guarda-roupa de uma porta. A iluminação, de teto, é confortável, e existem várias tomadas (de 127 ou 220 volts) distribuídas pelo ambiente.
[caption id="attachment_211589" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
O banheiro conta com vaso elétrico, ducha, pia, espelho, porta-toalha, armário, vigia com ventilação natural e luz de led. O pé-direito na cabine é de 1,85 m (quase ninguém bate a cabeça no teto), inclusive no banheiro. Como o camarote é aberto, e há entrada de luz por várias janelas, a sensação de espaço interno aumenta ainda mais. Por sua vez, a gaiuta na proa, quando aberta, oferece ventilação abundante.
[caption id="attachment_211623" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Para garantir maior conforto nos pernoites, é possível instalar gerador e ar-condicionado. Opcionalmente, o barco pode vir também com estabilizador Seakeeper.
Já como item de série, a lancha conta com tanque de águas negras; ou seja, o esgoto não vai para a água — todo barco com banheiro deveria ter esse reservatório de armazenamento temporário para dejetos sanitários (fezes e urina) provenientes do vaso, essencial para evitar a poluição marinha.
[caption id="attachment_211591" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Console central bem protegido
O posto de comando também foi redesenhado. Em vez de um banco corrido, como na V33, a nova lancha oferece dois bancos individuais. Por sua vez, o para-brisa é integral, conectado ao teto, e ainda há dois vidros laterais rentes ao painel, com proteção efetiva contra vento, respingos e até frio — um ganho considerável para quem navega em diferentes condições. No painel, há espaço para duas telas de 12 polegadas. O volante tem ajuste de altura. A posição de pilotagem é confortável, com assento rebatível e apoio para os pés nas duas posições. Por se tratar de um barco com console central — tanto o piloto como seu acompanhante têm boa visão dos dois bordos.
Para não dizer que tudo é perfeito, a posição do rádio VHF, que fica meio escondido, poderia ser um pouco melhor; mesmo assim, dá para visualizar bem o canal. Em compensação, a bússola está centralizada em relação ao piloto, como dever ser.
[the_ad_placement id="post-middle-desktop-970-250"]
[the_ad_placement id="post-vertical-mobile-328-400"]
Quanto ao conjunto de botões para acionar luzes e equipamentos a bordo, a popular “botoeira”, a Schaefer Yachts opta por manter os interruptores individualizados, em vez de agrupá-los em blocos. A solução privilegia a leitura e o manuseio: com cada comando separado e devidamente identificado, reduz-se o risco de confusão — algo comum em painéis com botões muito próximos entre si — e ganha-se em praticidade no uso diário.
Fora do console central, na parede da amurada a boreste, há um painel no qual, em caso de emergência, basta apertar dois botões e cortar o combustível que alimenta os motores.
[caption id="attachment_211602" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Circulação exemplar, proposta bem definida
Como toda boa walkaround, a V34 privilegia a circulação. E aqui o estaleiro foi especialmente feliz: passagens laterais amplas e seguras permitem contornar toda a embarcação sem esforço; os pegadores são firmes e as amuradas, acolchoadas, o que aumenta o conforto ao se deslocar e evita impactos, especialmente com o barco em movimento. Vale observar, porém, que a adoção do hard-top integral — que se estende até os bordos — a targa acaba limitando a movimentação em situações específicas de pesca esportiva, já que as varas podem esbarrar na estrutura durante a briga com o peixe. Não chega a ser um problema propriamente dito, mas um indicativo claro do posicionamento do modelo: ao contrário da V33, a V34 nasce com foco no lazer e no passeio, e não na pesca.
No piso, a madeira teca é item opcional. Nas laterais internas do casco, há lugares para guardar varas de pescar, arpões e demais instrumentos de pesca ou caça submarina, além de um degrau embutido.
[caption id="attachment_211592" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Na proa, o solário generoso, com porta-copos nos braços móveis e cintas que mantêm os estofados firmes mesmo em navegação, reforça a vocação para o lazer. Um detalhe engenhoso é a escotilha de ventilação da cabine, discretamente encoberta pela seção dianteira do solário: quando o espaço não está em uso, basta erguer essa parte para liberar a abertura e favorecer a circulação de ar no interior. Além disso, para iluminar a cabine, há janelas nos dois bordos e na proa. Ainda na proa, há soluções bem pensadas por todos os lados: lançador de âncora móvel — um braço articulado e retrátil, que avança para o lançamento do ferro e depois se recolhe —, paiol profundo para corrente, compartimentos bem distribuídos e um segundo paiol com esguicho de água doce ou do mar, além de detalhes típicos da Schaefer, como ferragens robustas (os cunhos, de 8 polegadas, de inox, são reforçados), pintura perolizada e excelente padrão construtivo.
[caption id="attachment_211594" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Já na praça de popa, o layout inteligente garante uma excelente área de convivência. Há uma mesa de teca com abas dobráveis e base retrátil, cercada por dois sofás dispostos frente a frente — ambos com encostos rebatíveis. O de ré permite a conversão em solário, enquanto o oposto pode ser invertido, deixando os ocupantes voltados para o móvel gourmet instalado logo atrás do posto de comando. Com a mesa rebaixada e o encosto do sofá de ré ajustado, o conjunto se transforma facilmente em um amplo solário. Opcionalmente, é possível instalar uma cobertura retrátil do tipo stobag. O pé-direito sob o hard-top é de aproximadamente 2,00 metros, com 1,94 m no posto de comando. Embaixo de todos os assentos, há espaço suficiente para guardar os coletes salva-vidas, o extintor de incêndio, defensas, cabos de cais, tralhas, etc.
A área gourmet — ampliada em relação à V33, em estilo mais próximo ao da V44 — conta com churrasqueira elétrica (ou a carvão), caixa térmica conversível em geladeira, uma boa tampa que pode ser usada como balcão, lixeira e pia com cuba e torneira. Embaixo, há dois grandes armários, com portas de acrílico e pegadores de inox. Um deles é do tipo cristaleira; o outro, indicado para guardar utensílios e mantimentos.
[caption id="attachment_211598" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Schaefer / Divulgação[/caption]
A plataforma de popa permite o embarque pelos dois bordos, mesmo com motores on-board instalados. A boreste, embutida, fica a escada de popa — de inox, com pegador e com quatro degraus, como é desejável. A entrada no cockpit, pelos dois bordos, é protegida por portinholas.
[caption id="attachment_211599" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Casa de máquinas
A V34 pode ser equipada com um motor de centro-rabeta a diesel ou um par de motores de popa. Neste teste de NÁUTICA, estava equipada com dois motores de popa de 300 hp cada. O acesso ao porão se dá com o levantamento — por meio de um mecanismo elétrico — de um dos sofás e do piso sob ele. Tudo muito simples e rápido. Na versão popa, com a ausência dos motores, sobra espaço para armazenar muita coisa, como parte do material de salvatagem, por exemplo. Por esse porão tem-se acesso aos tanques de água, de 150 litros, e de combustível, de 700 litros.
[caption id="attachment_211595" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Mesmo casco, mesma confiança
Hora de navegar. Segundo as projeções do estaleiro, com essa motorização, a Schaefer V34 pode alcançar velocidade máxima na casa dos 40 nós. Para conferir se entrega mesmo o que promete, levamos a irmã da V33 para ás águas de Bertioga, no litoral de São Paulo. Estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp.Se o design e o layout evoluíram, o casco permanece o mesmo — e isso é uma ótima notícia. A V34 herda da V33 um casco já amplamente testado e aprovado. Durante o teste, o desempenho confirmou a reputação: navegação macia, sem pancadas secas, com controle total tanto contra quanto a favor das ondas. A 24 nós contra o mar, o casco manteve compostura exemplar. A favor, navegando a 32 nós, mostrou estabilidade e precisão. Em outras palavras: continua sendo um barco fácil de pilotar, previsível e prazeroso — características fundamentais para o público que busca esse tipo de lancha.
Com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp e condições ideais, a velocidade pode chegar a cerca de 43 nós. Neste teste, em mar mexido, com ondas de cerca de 1 metro e ventos de 10 a 12 nós, alcançou 42,4 de top, a 6 000 rpm. Para quem busca ainda mais desempenho, há opção de motorização mais potente, como dois motores de popa de 400 hp cada, com os quis é possível superar a casa dos 50 nós. A velocidade de cruzeiro com a motorização testada foi de 27,4 nós, a 4 000 giros, com autonomia próxima de 211 milhas.
Em resumo, a Schaefer V34 não tenta reinventar a fórmula — e acerta justamente por isso. Mantém o que a V33 tinha de melhor (casco, desempenho, proposta) e eleva o conjunto com melhorias práticas e perceptíveis no uso real. Mais protegida, mais integrada e mais madura, ela se posiciona como uma evolução natural dentro da linha V do estaleiro e como uma alternativa extremamente consistente para quem busca uma walkaround moderna, eficiente e pronta para diferentes cenários de navegação. A sensação é clara: a V33 cresceu. E virou um barco ainda melhor.
[caption id="attachment_211600" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Pontos altos
— Qualidade construtiva
— Acabamento de primeira
— Casco estável e cortador de onda
[caption id="attachment_211596" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Pontos baixos
— Diâmetro da corrente da âncora deveria ser maior
— Falta trava para a corrente da âncora
— Não tem opção de verificação visual do nível dos tanques de combustível
Detalhes da navegação
A V34 estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp cada, num dia de mar mexido, com ventos de 12 nós e ondas de 1,00 metro de altura. A bordo três pessoas, 150 litros de água e 80 litros de combustível.
VELOCIDADE MÁXIMA: 42,4 nós (a 6 000 rpm)
CRUZEIRO ECONÔMICO: 27,4 nós (a 4 000 rpm)
ACELERAÇÃO 7,4 segundos até 20 nós
POTÊNCIA: 2 x motores de popa de 300 hp
PREÇO: A partir de R$ 2,4 milhões, equipada com dois motores de popa de 300 hp cada (preço pesquisado em abril/2026)
[caption id="attachment_211590" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Como ela é
Ficha técnica da Schaefer V34
— Comprimento total: 10,33 m (33,9 pés)
— Boca máxima: 3,35 metros.
— Calado: 0,45 metros
— Tanque de combustível: 700 litros
— Tanque de água doce: 150 litros
— Capacidade de passageiros (dia/noite): 10/2 pessoas
— Ângulo de V na popa (deadrise): 18,9°
— Deslocamento (leve): 4.950 kg
[caption id="attachment_211705" align="alignnone" width="920"] Ficha técnica da Schaefer V34. Foto: Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211625" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211624" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211620" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211621" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211622" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211619" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211618" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211617" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211616" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_211615" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
A NÁUTICA usa cookies para proporcionar a melhor experiência possível em nosso portal. Ao utilizar o nautica.com.br você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para mais informações sobre como isso funciona, clique em "Política de privacidade".OkPolítica de Privacidade