Quente ou frio?

Por: Redação -
30/12/2014

Por Nicola Getschko

Ter uma geladeira elétrica a bordo, mais do que um conforto, é uma necessidade, já que ela permite conservar os alimentos por mais tempo, além de garantir que as bebidas não fiquem quentes no meio do passeio, ampliando a autonomia dos cruzeiros com a família. As opções de refrigeradores vão desde os termoelétricos até os projetados especificamente para uso náutico, passando pela adaptação de frigobares comuns e por conjuntos modulares de compressor-condensador-evaporador, para montagem integrada. Não sabe qual instalar? Confira as vantagens e desvantagens de cada tipo de geladeira.

1 – Como funcionam os refrigeradores termoelétricos, os chamados “coolers”?
Eles têm como elemento “gerador” de frio uma placa semicondutora, com capacidade de resfriar um dos lados, enquanto o outro se aquece, no chamando efeito Peltier. As vantagens são a simplicidade, com ausência de partes móveis, gases ou líquidos, e quase nenhum ruído, e o controle preciso da temperatura. Porém, têm um rendimento energético pior que o dos refrigeradores com compressor, diminuindo a temperatura interna, no máximo, 2o°C abaixo da ambiente.

2 – O sistema termoelétrico é uma boa opção para se usar em barcos?
Não. Em primeiro lugar, porque consomem muita energia. Além disso, dificilmente conseguem atingir temperaturas abaixo de 0°C, ou seja, não conseguem produzir gelo ou conservar adequadamente os alimentos a bordo, principalmente em climas quentes.

3 – No caso de kit de refrigeração, é melhor pedir a instalação ao estaleiro?
Sim. Alguns aspectos da instalação recomendam isso, como a posição do evaporador (placa fria) e do conjunto compressor-condensador, que exigem cuidados especiais na fixação, na passagem de tubulações e no resfriamento do condensador. Sem contar que o refrigerador necessita de um local previamente reservado para ele.

4 – É melhor ter um frigobar comum ou um refrigerador náutico?
Depende. O frigobar comum leva vantagem no custo, que é bem inferior tanto na aquisição quanto na manutenção do equipamento. Nos demais aspectos técnicos, porém, os refrigeradores náuticos têm vantagens claras. A decisão por um ou outro deve ser tomada com base na frequência de uso, na duração dos passeios e, claro, no quanto se está disposto a gastar. Se a opção for pelo frigobar, é importante que haja um bom espaço na sua parte traseira para a circulação do ar que vai resfriar o condensador. Alguns estaleiros projetam nichos tão pequenos que comprometem o funcionamento e a vida útil dos frigobares.

5 – Quais as vantagens das geladeiras náuticas sobre as comuns?
São várias. Para começar, sua carcaça é de inox, material imune à corrosão marinha. Depois, elas têm sistema de alimentação 12/24 volts, dispensando o uso de inversores ou geradores 110/220 volts. Por sua vez, a parte interna é projetada para evitar que os alimentos e as bebidas fiquem soltos e tem luz de led, enquanto as portas, protegidas por travas, não se abrem com o balanço do barco. Além disso, as geladeiras náuticas não produzem descarga excessiva das baterias e usam compressores mais eficientes, com a consequente redução do consumo de energia.

Foto: Mozart Latorre/revista Náutica

 

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