Marinha do Brasil realiza exercícios navais com força japonesa no RJ

Treinamento que envolveu embarcações e aeronaves busca qualificar futuros oficiais japoneses e fortalecer relações diplomáticas

02/09/2025
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

No último dia 29 de agosto, as águas próximas a Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro (RJ), foram palco de exercícios navais operativos entre a Marinha do Brasil (MB) e a Força Marítima de Autodefesa do Japão. A escala dos japoneses no país faz parte de um cruzeiro de treinamento, que visa qualificar os futuros oficiais e fortalecer as relações diplomáticas.

Para a missão, a MB convocou as Fragatas “Defensora” e “União”, além das aeronaves AH-11B “SuperLynx” (embarcada na Defensora) e AF-1 “Skyhawk”, do 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque, que decolou da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no RJ.

Fragata “União” (F45) e JS “Shimakaze” durante o exercício de manobras táticas. Foto: Terceiro-Sargento (Eletrônico) Fontenelle / Marinha do Brasil / Divulgação

Já a Esquadra de Treinamento japonesa, sob o comando do Contra-Almirante Hiroshi Watanabe, foi formada pelo navio-escola JS “Kashima” e pelo destroyer JS “Shimakaze”, da Classe “Hatakaze”, adaptado para treinamento.

 

Nas águas, os navios protagonizaram uma série de exercícios operativos, especialmente através de manobras táticas. Uma delas incluiu a AF-1 “Skyhawk”, que simulou uma ameaça inimiga.

Aeronave AH-11B “SuperLynx” pousando no JS “Kashima”. Foto: Terceiro-Sargento (Eletrônico) Fontenelle / Marinha do Brasil / Divulgação

Por outro lado, a aeronave AH-11B “SuperLynx” ficou encarregada de conduzir um exercício ao estilo Helo Cross Deck. Nele, um helicóptero pousa no convés de voo de uma embarcação — no caso, a JS “Kashima” — pertencente a outro país ou a uma parte diferente de uma marinha, normalmente para operações conjuntas.

 

Segundo a MB, as atividades contribuíram para o adestramento das tripulações e o aprimoramento das operações aéreas embarcadas.

Para além dos exercícios navais

Os exercícios operativos entre as instituições vai muito além da “ação”. Neles, as entidades realizam um intercâmbio entre militares, que os permitem trocar experiências profissionais e culturais.

Oficiais japoneses a bordo da Fragata “União”. Foto: Marinheiro Macedo / Marinha do Brasil / Divulgação

O Comandante do 1° Esquadrão de Escolta e do Grupo-Tarefa brasileiro, Capitão de Mar e Guerra Caetano Quinaia Silveira, destacou que “a Marinha do Brasil tem vasto histórico de operações desse tipo”. Segundo ele, isso qualifica a instituição para integrar e comandar Forças-Tarefa marítimas internacionais.


Ao todo, aproximadamente 580 tripulantes participaram da ação no RJ, entre eles cerca de 190 Guardas-Marinha recém-formados como Aspirantes a Oficial, na academia militar. A visita ao Brasil, além de proporcionar treinamento aos jovens oficiais japoneses, marca os 130 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Das passarelas ao mar: conheça os iates mais icônicos dos principais estilistas do mundo

    De Armani a Dolce Gabbana, veja como os mestres da moda transformaram embarcações em extensões de sua arte

    Que tal jantar a 5 metros de profundidade? Conheça o restaurante onde é possível

    Under, na comuna de Lindesnes, na Noruega, oferece alta gastronomia sob as águas do Mar do Norte em uma estrutura impressionante

    NX Boats inaugura Concept Store em Maringá com lanchas à pronta entrega

    Quase toda a linha do estaleiro preencheu o novo e estratégico espaço da empresa em sua inauguração, nesta quinta-feira (12)

    Ross Mariner lançará o maior barco de sua história no Rio Boat Show 2026

    Estaleiro levará 6 lanchas ao salão náutico, com direito a 3 lançamentos exclusivos. Evento acontece na Marina da Glória, de 11 a 19 de abril

    Futuro verde: como os interiores dos barcos podem contribuir para uma navegação sustentável

    Do couro de cogumelo ao bambu, materiais ecológicos aplicados na parte interna das embarcações também contribuem para emissões zero