Das passarelas ao mar: conheça os iates mais icônicos dos principais estilistas do mundo

De Armani a Dolce Gabbana, veja como os mestres do estilo transformaram embarcações em extensões de sua arte

15/03/2026
Regina d’Italia, que pertenceu a Stefano Gabbana. Foto: Ocean Independence/ Divulgação

Há momentos em que a moda fica pequena demais para se resumir às passarelas. Nessas horas, os principais estilistas dos últimos tempos expandiram seus horizontes para levar seus traços icônicos para os mais luxuosos iates do planeta, numa grande expressão de estilo pessoal.

Assim, de Coco Chanel a Gucci, conheça os iates que pertencem — ou pertenceram — aos estilistas mais balados do universo fashion, que revelam o mar como uma extensão da arte, independência e luxo de seus proprietários.

Giorgio Armani

O saudoso Giorgio Armani, falecido em setembro de 2025, deixou um legado não apenas no mundo da moda, mas também no náutico. Sinônimo de elegância e sofisticação, o estilista transpareceu seu estilo de vida no Main, megaiate de 65 metros (213 pés) de comprimento inteiramente projetado pelo estilista, do casco ao interior.

Foto: Codecasa/ Divulgação

Construído pelo estaleiro italiano Codecasa e entregue em 2008, o megaiate tem como destaque a cor verde-escura, escolhida para camuflá-lo nas águas. O desenho do barco, segundo o próprio Armani, tem como objetivo garantir a aparência forte e compacta da embarcação, ao passo que dá ao proprietário a impressão de que o Main não possui paredes.

Foto: Codecasa/ Divulgação

Mas se engana quem pensa que o Main foi o único iate de Armani. Você pode conferir mais detalhes de outros barcos de um dos principais ícones da moda na matéria completa.

Gucci

Não tem como falar de iate e de moda sem falar do Creole. Lançado em 1927 pela Camper & Nicholsons, o barco quase centenário segue sendo o maior veleiro de madeira clássico do mundo. Ele foi parar nas mãos da família Gucci em 1983, quando Maurizio Gucci, ex-diretor da grife e neto do fundador da empresa, comprou a embarcação e iniciou uma restauração pesada.

Creole, veleiro que pertence à família Gucci. Foto: Trayex / Wikimedia Commons / Reprodução

O designer Toto Russo precisou recriar o interior do veleiro, que teve o seu original destruído. Para isso, voltou seu olhar para os anos 1920, instalando obras de arte de época nos seis camarotes de hóspedes do barco da família Gucci. Seu casco também voltou à ganhar vida quando retomou o tom de preto como a noite.

Foto: Liliane Paingaud / Wikimedia Commons / Reprodução

Hoje o Creole está sob os cuidados de Allegra, filha mais nova do falecido Maurizio. Para saber mais detalhes dessa herança flutuante, leia aqui!

Tommy Hilfiger

O megaiate sofisticado de Tommy Hilfiger somou histórias para contar sob o comando do bilionário. Batizado de Feadship Flag quando foi adquirido, em 2017, a embarcação de 62 metros (203 pés) de comprimento tornou-se uma extensão da marca.

Feadship Flag, que pertenceu ao Tommy Hilfiger. Foto: Burgess Yachts/ Divulgação

Remodelado com a ajuda do diretor criativo da Ralph Lauren, o Flag combina o artesanato clássico da Feadship com um luxo moderno e descontraído: mogno rico, brancos nítidos e referências náuticas em meio a arte contemporânea e estofados sob medida.

Hilfiger supervisionou pessoalmente todos os detalhes, desde os interiores até os botes e brinquedos náuticos, tudo para que as cores combinassem com o visual do iate — não era de se esperar menos de um fanático por moda desse calibre. O barco foi vendido em 2024 e renomeado para Fos.

Coco Chanel

A estilista pouco convencional na moda não era muito adepta aos iates, mas foi convertida ao universo náutico. Na década de 1920, Chanel tornou-se uma figura constante na alta sociedade náutica da Riviera Francesa por conta do seu romance de dez anos com o Duque de Westminster, Hugh Grosvenor, no qual boa parte se passou em uma escuna de quatro mastros e 86 metros de comprimento (282 pés), a Flying Cloud.

Nadine (antigo Mathilde), que pertenceu a Coco Chanel. Foto: Yacht Chater Fleet/ Reprodução

Depois, Coco partiu para outro rumo e comprou, na década de 1940, o Mathilde, um iate holandês de 37 metros (121 pés) de comprimento com casco de aço, um refinamento ímpar e proporções sóbrias. Em 1971, após a morte de Chanel, o barco foi renomeado de Nadine e enfrentou poucas e boas.

 

Nas mãos de Jordan Belfort, ex-corretor da bolsa de valores — que deu origem ao personagem de Leonardo DiCaprio no filme “O Lobo de Wall Street” — , a embarcação afundou após uma navegação em condições severas, por insistência do milionário. Todos a bordo sobreviveram, menos o próprio Nadine, que foi afundado.

Roberto Cavalli

Jennifer Lopez, Elizabeth Hurley, Madonna e Catherine Zeta-Jones. Essas foram algumas das celebridades vestidas pelo estilista Roberto Cavalli, conhecido por criar peças ousadas, cheias de cores vibrantes. Logo, seu catálogo de embarcações também não deixa a desejar.

Aquila (RC) que pertenceu a Roberto Cavalli. Foto: Yacht Buyer/ Reprodução

Ao longo dos anos, Cavalli possuiu e projetou diversos iates, cada um refletindo uma faceta diferente de sua personalidade. O Aquali, antigo RC (133 pés) e o projeto mais famoso, serviu como um salão flutuante durante o Festival de Cinema de Cannes, acolhendo festas lendárias na Riviera Francesa — frequentadas pela nata de Hollywood e até membros da realeza.

Fredoom, que também pertenceu a Roberto Cavalli. Foto: Yacht Buyer/ Reprodução

Antes de falecer, em 2024, aos 83 anos, o artista ainda deixou a sua marca no Oceanfast Thunder, de 49,8 metros (163 pés) de comprimento, com interiores repletos de detalhes dourados; e com o Freedom, de 27 metros (88 pés), entregue em 2018 e inspirado no Batman — esse construído pela Cerri Cantieri Navali. Com exceção do mais recente, todos estão à venda.

Stefano Gabbana

Esse megaiate à venda pode ser seu! Basta pagar um valor a partir de 54 milhões de euros (R$ 322 milhões na conversão de fevereiro de 2026). Estamos falando do Condecasa Regina d’Italia, de 65 metros (213 pés) de comprimento, projetado por Stefano Gabbana em parceria com o estúdio M2 Atelier.

Foto: Ocean Independence/ Divulgação

Diferente dos iguais, a proposta aqui não é o espetáculo exagerado. O megaiate adota uma forma de expressão controlada, quase arquitetônica. Os interiores azuis, com madeiras escuras e mármore brasileiro, trazem sobriedade em meio à extravagância.

 

Detalhes personalizados e características como uma suíte master que ocupa toda a vigia do edifício, uma academia exclusiva e uma piscina de borda infinita revestida de mármore operam como uma extensão da identidade da Dolce & Gabbana.

 

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