Navio da 2ª Guerra e restos de mamute ressurgem durante seca no Danúbio
Embarcação teria sido afundada propositalmente pelos nazistas durante o confronto para evitar domínio das forças soviéticas. Entenda


Um casco enferrujado, um mastro quebrado, as presas de um mamute. Aos poucos, pedaços da história escritos há mais de 4 mil anos voltam a se fazer presentes no leito do rio Danúbio, resultado da intensa onda de calor combinada com uma seca prolongada que atinge a Europa Central e Oriental.
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O aparecimento de um navio alemão naufragado na Segunda Guerra Mundial foi registrado próximo de Prahovo, um porto sérvio onde o Danúbio marca a fronteira entre a Sérvia e a Romênia. Durante a guerra, o navio foi naufragado propositalmente pelos nazistas, a fim de evitar que chegasse às mãos das forças soviéticas.
Navio naufragado na 2º Guerra aparece em seca do rio Danúbio.
Embarcação está no leito do rio em Prahovo, na divisa entre Sérvia e Romênia. Navio foi afundado pelos nazistas para que não fosse capturado pela União Soviética.https://t.co/5oLZ2yrLzO
— DW Brasil (@dw_brasil) August 5, 2026
O reaparecimento evidencia as consequências da onda de calor que afeta a região. A falta de chuvas tem prejudicado usinas elétricas — que chegaram perto de interromper as operações — e principalmente o transporte fluvial no Danúbio e no Reno. Com a seca, balsas, embarcações turísticas e navios de carga enfrentam restrições de navegação.
O navio ainda traz à tona um problema antigo. Há anos, o governo da Sérvia busca apoio da União Europeia para remover não só essa como outras centenas de embarcações submersas no rio. O grande entrave se deve à dificuldade de localizar com precisão os destroços, bem como o risco de explosões, uma vez que algumas ainda carregam armamentos.
Restos de mamute extinto há 4 mil anos também foram encontrados
Os destroços do navio não foram os únicos achados históricos da seca que atinge o rio Danúbio. Na Bulgária, perto da vila de Ryahovo, um morador encontrou restos de um mamute-lanoso, espécie da Era do Gelo extinta por volta de 2.000 a.C. (há cerca de 4 mil anos).


Entre os vestígios encontrados estavam uma mandíbula inferior, duas presas e um fragmento que pode ser uma costela. As partes foram analisadas por especialistas do Museu Regional de História de Ruse, responsáveis por identificar o conjunto como provável material da espécie que vagou por partes do hemisfério norte da Terra por pelo menos meio milhão de anos.


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