Navio da 2ª Guerra e restos de mamute ressurgem durante seca no Danúbio

Embarcação teria sido afundada propositalmente pelos nazistas durante o confronto para evitar domínio das forças soviéticas. Entenda

11/08/2026
Foto: Facebook Museu Regional de História de Ruse / Jornal Nacional / Reprodução

Um casco enferrujado, um mastro quebrado, as presas de um mamute. Aos poucos, pedaços da história escritos há mais de 4 mil anos voltam a se fazer presentes no leito do rio Danúbio, resultado da intensa onda de calor combinada com uma seca prolongada que atinge a Europa Central e Oriental.

O aparecimento de um navio alemão naufragado na Segunda Guerra Mundial foi registrado próximo de Prahovo, um porto sérvio onde o Danúbio marca a fronteira entre a Sérvia e a Romênia. Durante a guerra, o navio foi naufragado propositalmente pelos nazistas, a fim de evitar que chegasse às mãos das forças soviéticas.

 


O reaparecimento evidencia as consequências da onda de calor que afeta a região. A falta de chuvas tem prejudicado usinas elétricas — que chegaram perto de interromper as operações — e principalmente o transporte fluvial no Danúbio e no Reno. Com a seca, balsas, embarcações turísticas e navios de carga enfrentam restrições de navegação.

 

O navio ainda traz à tona um problema antigo. Há anos, o governo da Sérvia busca apoio da União Europeia para remover não só essa como outras centenas de embarcações submersas no rio. O grande entrave se deve à dificuldade de localizar com precisão os destroços, bem como o risco de explosões, uma vez que algumas ainda carregam armamentos.


Restos de mamute extinto há 4 mil anos também foram encontrados

Os destroços do navio não foram os únicos achados históricos da seca que atinge o rio Danúbio. Na Bulgária, perto da vila de Ryahovo, um morador encontrou restos de um mamute-lanoso, espécie da Era do Gelo extinta por volta de 2.000 a.C. (há cerca de 4 mil anos).

Foto: Facebook Museu Regional de História de Ruse / Reprodução

Entre os vestígios encontrados estavam uma mandíbula inferior, duas presas e um fragmento que pode ser uma costela. As partes foram analisadas por especialistas do Museu Regional de História de Ruse, responsáveis por identificar o conjunto como provável material da espécie que vagou por partes do hemisfério norte da Terra por pelo menos meio milhão de anos.

Foto: Facebook Museu Regional de História de Ruse / Reprodução

 

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