Hotel de luxo em Singapura tem um barco no topo, em homenagem à região portuária

Por: Redação -
10/09/2020

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Um dos quatro tigres asiáticos — ao lado de Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan — Singapura já é um dos dez países mais ricos do planeta e sustenta um dos mais altos PIBs do mundo. E mostra isso com empreendimentos grandiosos, que incluem cassinos e cartões-postais de peso, como o Hotel Marina Bay Sands.

Também conhecido como “Hotel do Barco”, o Marina Bay Sands é um resort integrado a um cassino e a um hotel de luxo. O apelido é uma referência ao formato de seu terraço, que se parece com um navio, suspenso sobre três torres a cerca de 200 metros de altura.

Localizado na Baía Marina (ou Marina Bay), o complexo tem um hotel com 2 561 quartos, vários restaurantes de chefs estrelados, dois teatros grandes, centro de compras, dois pavilhões de cristais, um museu de artes e ciências, um cassino e um parque elevado. Uma de suas maiores atrações está no terraço — uma estrutura de dois andares, chamada SkyPark — que ocupa o topo do conjunto de três prédios de 55 andares: uma piscina de “borda infinita”.

A sensação de infinidade da piscina acontece graças a uma estrutura secundária, pouco mais abaixo e cerca de um metro além da borda da piscina. Ela também serve como reservatório, evitando que a água seja desperdiçada em enormes quantidades.

A plataforma em forma de barco possui um segredo para a sustentação de todo esse volume: a estrutura em aço inoxidável, que comporta em torno de 1500 metros cúbicos só de água.

O SkyDeck, um dos maiores observatórios suspensos do mundo, oferece vista de 360° para a cidade. De lá do alto é possível ver até a pista do autódromo onde é disputada uma das etapas da Fórmula 1.

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Já o SkyPark, como é chamado o terraço onde fica o SkyDeck, tem 150 metros de comprimento, 12,5 mil metros quadrados de área e a capacidade de receber cerca de 4 mil pessoas. As árvores e plantas também estão presentes na decoração, e complementam a integração entre os elementos edificados e a natureza.

Dentro do hotel, existe uma infinidade de atrações cheias de peculiaridades. Um dos principais destaques do cassino, por exemplo, é um imenso e belo lustre em cristais Swarowski, a quarenta metros do chão. Já o Museu de Arte e Ciência de Singapura tem 6 000 m² e lembra uma flor de lótus. Tanto a estrutura do Flower Dome como a do Cloud Florest foram planejadas para serem sustentáveis e otimizarem recursos.

Light Up do Hotel e Museu. Foto: Marina Bay Sands

Em números de 2010, quando o Marina Bay Sands foi inaugurado, o grupo Sands de Las Vegas investiu US$ 5,8 bilhões para erguer o complexo, de 120 mil m².

Por ficar em uma região portuária muito movimentada, o hotel foi projetado de forma que a estrutura fizesse alusão ao local em que se situa, a baía Marina. E foi assim que o arquiteto israelense Moshe Safdie decidiu implantar a estrutura de um navio. Por sua vez, o teto do shopping, dentro do complexo, foi projetado para ter a aparência de uma onda do mar.

A construção do Marina Bay Sands foi tão bem programada que, mesmo com atrasos, a velocidade era de um andar inteiro a cada quatro dias. Houve uma preocupação especial em relação à integração entre os elementos edificados e a natureza. A ideia foi inserir belos jardins aos interiores e conectá-los ao exterior.

Também foram acrescidos elementos de proteção e estética remetendo às formas e movimentos do mundo natural.

Com todo esse luxo, a hospedagem de preço fica à altura, apontado como um dos hotéis mais caros do mundo. O hóspede pode escolher entre as opções de acomodações com noventa, quinhentos ou seiscentos metros quadrados. Todas oferecem padrão superior, serviço diferenciado e acesso VIP às áreas privativas.

 

Por Naíza Ximenes, sob supervisão do jornalista Gilberto Ungaretti

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