Avanço


Com dois barcos na Ilhabela Sailing Week, considerado o maior evento de vela oceânica do Brasil, a equipe F7 SerGlass saiu com a sensação de dever cumprido após uma semana de provas. Com o bronze na classe Star e o oitavo lugar na HPE, os irmãos Bellotti querem melhorar ainda mais seus resultados e continuar investindo na vela oceânica. Marcelo Bellotti apostou num atleta de 17 anos para ser seu proeiro e se deu bem. O jovem Antonio Moreira ajudou a dupla a ficar com o terceiro lugar na classe Star, atrás de parcerias lideradas por medalhistas olímpicos Lars Grael e Bruno Prada, ouro e prata respectivamente. Já Renata Bellotti ajudou sua tripulação a sair com a oitava colocação com mais de 20 barcos na raia de HPE. Foi o melhor resultado de uma mulher no comando na categoria.
“A Semana de Vela é um evento bastante forte tecnicamente. Todo mundo quer correr e ganhar. Nossa equipe, tanto no Star quanto no HPE, apostou em formações novas e colheu frutos. A nossa ideia é continuar investindo na modalidade e mostrar que a vela oceânica tem espaço no Brasil”, disse Marcelo Bellotti. O velejador aportou na classe Star mesmo com a saída da categoria do calendário olímpico.
Renata Bellotti , que tem mais de 10 anos de experiência na vela, confessou que aprendeu bastante nas provas em Ilhabela. Ao lado do companheiro Juan De La Fuente e dos amigos Marcos Hurodovich e Tatiana Almeida, a equipe F7 SerGlass conseguiu diminuir a diferença para os líderes, inclusive para o campeão Ginga. A ideia para os próximos anos é trocar a tripulação apenas quando necessário, por agenda ou contusão.
“Sempre que monto uma equipe procuro não apenas bons velejadores, mas bons companheiros. Essa amizade e cumplicidade no barco é essencial para um bom resultado. Temos que continuar nesse projeto”, destacou a velejadora, que ainda pontuou as vantagens de ter uma equipe mista.
Foto: Fred Hoffmann
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