Blue Wind defende título da classe Cruiser na Semana de Vela de Ilhabela; conheça a história do barco

Veleiro completou volta ao mundo há dez anos e segue sendo destaque pela performance nas regatas

Por: Nicole Leslie -
01/08/2026
Veleiro Blue Wind. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

A participação do Blue Wind nesta 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI) tem o objetivo desafiador de defender o título da classe Cruiser conquistado na edição de 2025. O veleiro de 44 pés foi o primeiro colocado nas categorias RGS-Cruiser Geral e RGS-Cruiser A e agora busca repetir o desempenho diante de alguns dos principais concorrentes da competição.

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Dono e capitão do veleiro Blue Wind, o gaúcho James Bellini é apaixonado pela vela. Ao lado de outros oito tripulantes, ele trabalha para manter o barco entre os melhores nas regatas da classe Cruiser, que reúne 32 embarcações.

 

Na 53ª SIVI, a disputa tem sido mais acirrada com os veleiros Madrugada (Porto Alegre) e Invocado (Rio de Janeiro), que contam com equipes “bem difíceis de ganhar”, segundo o capitão do atual campeão. Além de James Bellini, a tripulação do Blue Wind é composta por Thais Nazareth, Frederico Sidon, Edgar Oppitz, Cristian Yanzer, Vilnei Goldmeier, Eduarda Laitano, Henrique Dias e Javier Tourn.

Tripulação do Blue Wind. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

A história do veleiro Blue Wind

James era proprietário do estaleiro Wind Náutica e responsável pela fabricação dos veleiros Wind 34 quando surgiu a ideia de lançar um novo modelo de 44 pés no mercado. Assim, entre 2012 e 2013 o primeiro veleiro da categoria foi construído pela Wind Náutica.

 

Com o barco pronto, porém, Bellini decidiu mudar os rumos da embarcação. Ele, que já nutria o sonho de completar uma volta ao mundo em um barco produzido pelo próprio estaleiro, decidiu transformar aquele veleiro na oportunidade ideal para realizar o projeto.

Me apaixonei pelo barco e a gente acabou o preparando para isso. Fizemos toda uma preparação estrutural pensando na volta ao mundo-contou James Bellini

O Blue Wind ficou pronto em 2014. No mesmo ano, o veleiro foi para a água e zarpou do Guarujá, em São Paulo, para dar início à volta ao mundo.

Veleiro Blue Wind. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

À NÁUTICA, Bellini contou que o trajeto foi o “tradicional”: subiram a costa brasileira, cruzaram o Canal do Panamá rumo à Austrália, navegaram pelo Mar Mediterrâneo, passaram pelo Canal de Gibraltar e finalizaram a viagem pelo Oceano Atlântico até Fernando de Noronha, no Brasil.

 

A circunagevação durou aproximadamente dois anos e meio e reforçou ainda mais a paixão de James pelo veleiro Blue Wind. Desde então, o carinho pela embarcação se traduz em cuidados e reparos contínuos, que justificam as “várias ofertas” que o empresário já recebeu — e recusou.

O Blue Wind faz parte da família, não tem como vender. Podem fazer a oferta que quiser, porque daqui ele não vai sair-cravou Bellini

James Bellini, dono do Blue Wind. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Entre os cuidados estão o trabalho do marinheiro Javier Tourn e uma rotina que envolve tirar o barco da água anualmente para um check-up completo, incluindo os menores detalhes. As etapas vão desde a restauração do gelcoat e das peças de inox até eventuais consertos maiores.

 

O resultado de tanto zelo é um veleiro que continua velejando em alto nível e, mesmo após mais de 12 anos desde sua construção, segue acumulando títulos, inclusive na Semana Internacional de Vela de Ilhabela, considerada o maior campeonato de vela oceânica da América Latina.


Com informações de Gilberto Ungaretti, enviado especial a Ilhabela.

53ª SIVI

A 53ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela acontece de 24 de julho a 1ª de agosto de 2026. Conhecida como o maior evento de barco à vela na América Latina, a competição teve mais de 125 veleiros inscritos para competir em seis diferentes classes.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

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