Guarujá, no litoral de SP, terá o 1º centro de visitação subaquático da América Latina
A praia do Guaiúba recebeu 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água


O primeiro centro de visitação subaquático da América Latina já tem endereço: a praia do Guaiúba, no Guarujá, litoral de São Paulo. Neste final de semana, o local recebeu o afundamento de 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água. A ideia é explorar o turismo náutico de mergulho com viés ambiental, uma vez que as obras vão atuar como recifes artificiais para as espécies da região.
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A instalação está estrategicamente próxima à Ilha do Mato, a cerca de 500 metros da praia do Gauiúba. O local, que pode ser acessado por barco, caiaque ou a nado — para os mais esportistas —, é considerado por muitos como um paraíso para apreciar a natureza.


O acervo presta homenagem a figuras históricas e regionais, incluindo representações de Santos Dumont, estivadores e elementos folclóricos, como sereias. A iniciativa promete atrair mergulhadores e entusiastas da preservação marinha, de modo a consolidar a região da Baixada Santista como um destino de destaque para o turismo náutico nacional.


Conforme apuração do Diário do Litoral, o espaço ainda passará por etapas finais antes da abertura oficial ao público, que deve ocorrer em breve.
Mais um recife artificial
Embora novidade no quesito “museu subaquático”, essa não é a primeira vez que estruturas são afundadas propositalmente no país mirando o turismo de mergulho e a conservação da vida marinha.


Em 2025, também no mês de março, o ferry-boat Juracy Magalhães teve como destino o fundo do mar. Após realizar a travessia Salvador-Itaparica por mais de 45 anos e passar outros 7 anos “aposentado”, o barco recebeu uma nova missão: ajudar a restaurar recifes marinhos e estimular o turismo subaquático na Baía de Todos-os-Santos.
À época, a Secretaria de Turismo de Salvador destacou que o afundamento do navio colaboraria com o surgimento e recifes artificiais, que se transformam em novos habitats marinhos.


Na prática, eles beneficiam a vida marinha ao criar estruturas onde antes não havia abrigo, oferecendo proteção contra predadores e superfície para a fixação de algas, corais e outros organismos. Isso aumenta a disponibilidade de alimento e atrai diferentes espécies, promovendo a biodiversidade e contribuindo para a recuperação de ecossistemas degradados.
Saindo do Brasil e indo para águas internacionais — ou melhor, orientais —, encontramos um exemplo ainda mais recente, desta vez, no Japão. Em outubro de 2025, uma obra de 5,5 metros de largura e peso de 45 toneladas ganhou as águas da Ilha de Tokunoshima.


Batizada de Ocean Gaia, a obra do escultor premiado Jason deCaires representa uma gestante repousando com semblante calmo. A iniciativa também carrega propósito ambiental ao utilizar materiais de baixo carbono e pH neutro, projetados para serem colonizados pela vida marinha e transformados em um recife artificial.
O artista, aliás, tem outras dezenas de esculturas feitas e entregues com o mesmo propósito, e costuma compartilhar o “antes e depois” após suas obras atingirem o objetivo, como retrata o exemplo a seguir.


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