Da África do Sul ao Brasil: velejadores brasileiros concluem Cape2Rio e podem conquistar pódio

Tradicional regata teve largada no dia 27 de dezembro e conta com uma das maiores flotilhas brasileiras na história da competição

16/01/2026
Barco Esperança cruza a linha de chegada e tripulantes comemoram no píer no Iate Clube do Rio de Janeiro. Foto: ICRJ/ Divulgação

Uma das mais importantes e tradicionais regatas do mundo, a Cape2Rio nunca foi tão verde e amarela. O Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ) já começa a receber os primeiros barcos a atravessarem a linha de chegada, com direito a dois veleiros brasileiros concluindo a corrida e com chances reais de pódio.

Ao todo, barcos da África do Sul, Alemanha, Estados Unidos, Noruega, Suíça e Brasil fazem parte desta que é a 18ª edição da regata, criada em 1971 e que acontece em média a cada três anos. Todos partiram da Cidade do Cabo, na África do Sul, no dia 27 de dezembro, com destino ao Rio de Janeiro.

Regata Cape2Rio. Foto: Cape2Rio/ Divulgação

Com três barcos, os brasileiros estão com uma das maiores flotilhas da história da Cape2Rio. Dois deles já terminaram a travessia: o veleiro Esperança, do Rio Grande do Sul, comandado por Márcio Lima; e o Audaz 2, comandado por Gustavo Lis, com parte da tripulação de Paraty (RJ) e Rio Grande do Sul.

 

Ambos cruzaram a linha de chegada nesta última quinta-feira (15), em segundo e terceiro lugar, respectivamente, e resultados corrigidos. A briga dos brasileiros em especial está com o alemão Vineta (1º colocado) e com a sul-africana Angel Wings (4ª colocada), que também já finalizaram o trajeto. Os campeões finais ainda serão definidos assim que o último barco chegar, com expectativa para o próximo dia 26 de janeiro.

“Muito tocante avistar o Pão de Açúcar na aproximação ao Rio pois estávamos velejando há mais de duas semanas, achamos que nunca íamos parar e daí nos demos conta que estávamos aqui” disse Felix Scheder-Bieschi, capitão do Vineta, que garante ser essa a sua primeira visita à costa do Rio de Janeiro.

Foto: ICRJ/ Divulgação

Márcio Lima não escondeu a felicidade de terminar a Cape2Rio. Com uma tripulação formada por amigos da vela e seu filho, ele conta que a largada não foi boa, mas que conseguiram se recuperar e manter o ritmo. “Sabíamos que ao longo da regata iríamos recuperar e foi fantástico”, contou após sua chegada.

 

Mas a história não se encontra apenas no pódio. Theodora Prado, velejadora de Ubatuba, é outro grande destaque brasileiro da Cape2Rio, velejando sozinha pelo Oceano Atlântico no comando do Suidoos 2, um barco de 31 pés (nove metros de comprimento) — um feito inédito para uma mulher nessa regata.

Foto: Henry Daniels

“Não posso precisar, mas sem dúvida, se não é a [Cape2Rio] com maior número de barcos brasileiros, é uma das que já teve o maior número”, declarou Ricardo Baggio, um dos organizadores e diretor de vela do Iate Clube do Rio de Janeiro.

 

José Roberto Braile, comodoro do ICRJ, destacou a importância da regata para os brasileiros, sendo uma “meta para os velejadores que querem ter experiência oceânica”. A premiação, assim como o ranking oficial, só acontecerá após a chegada do último barco, no ICRJ.

Essa regata ficará marcada na história pela forte presença brasileira– destacou Braile

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Tags

    Relacionadas

    Da África do Sul ao Brasil: velejadores brasileiros concluem Cape2Rio e podem conquistar pódio

    Tradicional regata teve largada no dia 27 de dezembro e conta com uma das maiores flotilhas brasileiras na história da competição

    Já pensou navegar em uma Lamborghini? SEABOB lança modelo em parceria com a marca italiana

    Novo SEABOB SE63 promete "um salto transformador em relação aos modelos anteriores". Estimativas sugerem que o "brinquedo" custe R$ 168 mil

    Vínculo improvável: mergulhador afirma ter feito amizade com golfinho na Grécia

    Conexão inusitada ocorreu em 2020 e, desde então, dupla teve encontros não agendados e brincadeiras com plásticos encontrados na água

    Histórico barco de corrida vintage que já atingiu 167 km/h vai a leilão por valor milionário

    Famoso Miss America VIII foi construído em 1929 e chega repaginado com parelha de 1.860 hp para ser arrematado neste sábado (17)

    Você sabe por que usamos "nós" em vez de quilômetros na navegação?

    Para responder, é preciso fazer uma viagem ao passado até meados do século 17, quando nasceu um engenhoso aparelho chamado de "barquinha"