Fóssil de tartaruga marinha com 150 milhões de anos é encontrado na Alemanha
Um fóssil de tartaruga marinha com 150 milhões de anos em perfeito estado de preservação foi encontrado na região da Baviera, no sudeste da Alemanha. A descoberta foi feita por paleontólogos da Universidade de Tübingen e publicada na revista PLOS ONE.
Conheça o barco elétrico que pode ser transportado em uma bicicleta
Mergulhadores encontram rara estrela-de-penas no oceano e vídeo viraliza; confira
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
Segundo a pesquisa, a tartaruga vivia no período Jurássico Superior, da era mesozoica, que ocorreu entre 145 e 163 milhões de anos atrás. Além disso, o estudo informa que o fóssil pertencia à espécie Solnhofia parsonsi, o primeiro do gênero com os membros completos e preservados.


No fóssil encontrado é possível observar “dedos empilhados” e os membros anteriores e posteriores comparativamente curtos, que sugerem que a tartaruga viveu perto da costa. Vale lembrar, que as tartarugas marinhas de hoje vivem em mar aberto e possuem barbatanas alongadas.
Nunca antes foi possível descrever um indivíduo Solnhofia no qual as extremidades estão tão completamente preservadas. — Felix Augustin, da Universidade de Tübingen
A carapaça de Solnhofia parsonsi também é claramente visível, sendo possível observar o focinho longo do animal. Sua cabeça é pontiaguda, em formato triangular, medindo um pouco mais de 9 centímetros — quase a metade do comprimento de uma concha.
Solnhofia pode ter usado sua grande cabeça e bico para esmagar alimentos duros, como invertebrados com casca. Mas isso não significa que ela só se alimentasse disso. — Márton Rabi, da Universidade de Tübingen e coautor do estudo.
Paraíso dos fósseis
Não é a primeira vez que um fóssil é encontrado em ótimo estado de preservação na Alemanha, mais especificamente no calcário de Solnhofen, que inclusive, foi inspiração para o gênero da tartaruga encontrada, Solnhofia.


Nessa região, já foram encontrados muitos fósseis de animais a partir de 2001, quando iniciaram as escavações sistemáticas. Nas descobertas, são comuns os achados que contém uma riqueza de detalhes e preservação impressionante.
De acordo com o portal Ecoa, do UOL, nessa região havia um mar raso e tropical, que abrigava ilhas e recifes. Por isso, graças a baixa troca de massas de água com o mar aberto, além da baixa concentração de oxigênio e alta de sal, as plantas e animais que ali viviam mal apodreciam.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Modelos passarão a ocupar o topo do portfólio da Hidea em potência e estarão no evento que acontece de 2 a 5 de julho
Empresa brasileira levará ao maior salão náutico do Sul do país um sistema que transforma água do mar em água doce para uso em embarcações
Iniciativa da CBVela leva crianças e adolescentes de 6 a 18 anos para imersão gratuita na vela; primeiras aulas começam nesta quinta-feira (18)
Tecnologia da Riviera Yachts gerou aproximadamente 10 kWh por dia em um barco de 58 pés, segundo a marca
Nova parceria deverá implementar, nos próximos anos, uma nova rede de transporte marítimo em um dos destinos mais cobiçados do planeta




