Catar: conheça o Dhow, barco milenar típico da região
Antigamente usada para pesca de pérolas, embarcação possui linhas elegantes, longas e finas


O Catar, sede da Copa do Mundo 2022, é um dos países mais ricos do mundo, graças à exploração de petróleo e gás. Mas nem sempre foi assim: até a primeira metade do século 20, este era um dos territórios mais pobres do Golfo Pérsico, que vivia do comércio de pérolas e da pesca, usando um tipo de barco batizado de Dhow.
Neste braço de mar no coração do Oriente Médio, o povo da região utilizava o barco milenar em suas atividades pesqueiras, por seu porte e excelente capacidade de carga. O Dhow é tão marcante para a história do povo catariano que um estádio da Copa tem desenho inspirado no barco.
Aracaju recebe Campeonatos Brasileiros das Classes Hobie Cat 14 e 16
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube


Para os historiadores ainda há uma certa dúvida acerca da invenção do Dhow, mas estima-se que ele surgiu em 600 d.C., criado pelos árabes ou pelos indianos.
Movido com velas latinas, o Dhow tem casco diferenciado, com linhas elegantes, longas e finas, e pode ter até dois mastros. Eles são vistos no Catar, no Mar Vermelho e no Oceano Índico. Pelo seu tamanho, estima-se que a tripulação variava de 12 até 30 pessoas.
A região de Sultanato, em Omã, abriga uma concentração de construtores deste tipo de embarcação. Atualmente, todos os modelos novos já são equipados com potentes motores, capazes de movimentar o peso de mais de 300 toneladas da embarcação.


As madeiras usadas na construção dessa embarcação típica geralmente vinham de Kerala, na Índia. Para mantê-las conservadas, os navegadores usavam cordas de coco.


Para atrair mais turistas, hoje os países do Golfo usam os Dhows para passeios turísticos, como cruzeiros ao pôr do sol e jantares exclusivos.
Regatas com este tipo de embarcação também acontecem na região, divididas em três categorias: 22, 43 e 60 pés. Realizados em meados de maio e setembro, os torneios aceitam apenas competidores árabes e dos povos que vivem próximo ao Golfo.


Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Dois wakesurfers profissionais acoplaram um patinete elétrico à moto aquática, que agora consegue acelerar no asfalto
Trajeto de 7,5 km é feito dentro da água, costeando a lagoa em uma experiência imersiva que envolve belas paisagens e a presença de animais nativos
Batizada de Cangarda, embarcação de 125 anos de história já serviu à Marinha Real Canadense na 2ª Guerra Mundial e foi afundada em 1999
Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
Espaço sobre as águas da Baía de Guanabara reúne personalidades do setor durante o salão náutico, que segue até 19 de abril na Marina da Glória




