Dia de chilenos


– Hoje foi dia dos veleiros chilenos dominarem a raia no Mitsubishi Motors World Championship. Em um dia com ventos nordeste, típicos de Jurerê, e intensidade de até 12 nós, os barcos Mitsubishi Motors e Santander conquistaram a vitória nas provas do dia.
As tripulações participaram de duas regatas em barla sota com quatro pernas de 1,7 milha. Na primeira, quem aproveitou bem as condições do vento foi o Mitsubishi Motors, que fez ótima primeira perna e se distanciou dos outros veleiros.
“Pouco antes da primeira regata, comentamos que as condições de vento e de água estavam muito parecidas com as que estamos acostumados no Chile. Acho que esse fator, aliado a uma ótima largada que fizemos, nos ajudou a conseguir um bom resultado hoje”, explica Horácio Pavez, proprietário do veleiro Mitsubishi Motors.
“Nossa equipe não fez boas regatas nos primeiros dias, o que nos fez trabalhar ainda mais para aproveitar as condições que poderiam nos favorecer”, completa.
Já na segunda prova, quem chegou na frente foi o Santander, seguido dos veleiros Mitsubishi Motors, Estampa DelViento e Itaú, todos chilenos. “Hoje as tripulações do Chile fizeram uma ótima segunda regata. Conseguimos aproveitar bem o vento na largada e nos distanciamos do restante dos veleiros. Fizemos uma prova limpa de começo ao fim”, comemora Jorge Araneda, do barco Santander.
Após oito regatas disputadas, o veleiro argentino Patagônia continua na liderança, com 29 pontos perdidos, 12 pontos a frente do Pajero e do Carioca. Com apenas duas regatas restando para o fim do campeonato, os argentinos estão bem perto do título.
“Sabemos que temos uma vantagem boa e estamos focados em não cometer erros nem tomar penalizações. Sempre buscamos a vitória, mas iremos com uma tática mais conservadora para o último dia de regatas. Em duas provas, tudo pode mudar”, alerta o timoneiro do Patagonia, Juan Grimaldi.
Raia de Jurerê
Com barcos de Alemanha, Argentina, Chile e Brasil, o Mitsubishi Motors World Championship, reúne tripulantes de todo o mundo. Apesar das disputas em água, todos concordam que a raia de Jurerê é uma das melhores do Brasil.
“Jurerê é um dos melhores lugares do Brasil para provas náuticas, isso é um consenso entre todos os velejadores que conheço. O local é muito bacana e tem tudo que uma competição precisa. Com certeza foi uma boa escolha para o Mundial”, explica Samuel Albrecht, velejador olímpico e tático do veleiro Crioula 29, que está em oitavo na competição.
Para Alexandre Back, Comodoro do Iate Clube de Santa Catarina, que está abrigando as tripulações, a raia de Jurerê reúne característica que agradam velejadores de tudo o mundo. “A qualidade do vento, da água e da raia, somada a essa linda região, torna a essa praia um lugar único no Brasil. Para nós é uma honra muito grande receber um mundial em nossa sede oceânica. Com certeza todo mundo tem sempre vontade de retornar para cá”, afirma.
Foto: Marcos Mendez/Divulgação
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