Boat Show na palma da mão: chegou o Guia Digital do salão náutico de Itajaí
Material gratuito traz as principais informações do evento que começa nesta quinta-feira (3). Veja como baixar


O Marina Itajaí Boat Show acontece de 3 a 6 de julho, em um dos principais polos da indústria náutica brasileira. E para você ficar por dentro de tudo o que esse encontro tem a oferecer, NÁUTICA acaba de lançar o Guia Digital do salão catarinense, um especial gratuito que reúne as principais informações do evento.
Prepare-se! Marina Itajaí Boat Show 2025 já tem ingressos à venda
Vai ao Marina Itajaí Boat Show? Garanta sua hospedagem com desconto
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
O Guia Digital do Boat Show de Itajaí está disponível no app da Revista Náutica, que pode ser baixado gratuitamente na App Store. Por lá, o visitante encontra dicas do que fazer em Itajaí, onde se hospedar, como chegar ao salão e, claro, os principais destaques do evento.


Chegando à sua 3ª edição, o Marina Itajaí Boat Show está repleto de novidades. Em um inovador circuito 360º, o público é convidado a imergir no lifestyle náutico, passando por estandes de marcas consolidadas do setor, que apresentam desde motores, serviços, equipamentos e acessórios até jets, lanchas — de pequeno, médio e grande porte — e iates expostos sobre as águas.


Neste ano, o maior evento náutico do Sul do Brasil oferecerá ao público a chance de vivenciar experiências na água a bordo do Barco Solar Guarapuvu, desenvolvido pela equipe Vento Sul da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Outra novidade é o único shopping náutico 100% flutuante do Brasil. Montado sobre a Baía Afonso Wippel, o espaço reúne estandes com produtos náuticos para todo tipo de necessidade.


Na área seca do salão, além de outro shopping repleto de variedades, um amplo espaço gastronômico é o convite para aproveitar o dia no evento e curtir muito além dos barcos — até porque, por lá estarão também dois verdadeiros carrões: o DBX707, SUV da Aston Martin, e o Artura, superesportivo híbrido da McLaren.


Saiba como acessar o Guia Digital do Boat Show de Itajaí
Caso não tenha o app da Revista Náutica em seu dispositivo — seja ele celular ou tablet —, o primeiro passo é baixá-lo em sua loja de aplicativos gratuitamente.
Com ele em mãos, basta selecionar o Especial Digital do Marina Itajaí Boat Show. Clicando em “Exibir” ou “Mais Detalhes”, é possível acessar o material online ou fazer o download para o seu aparelho.
Marina Itajaí Boat Show 2025
O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.


Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.
Anote aí!
Quando: De 3 a 6 de julho de 2025
Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h.
Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Com planejamento e cooperação regional, rios do Mato Grosso do Sul abrem caminho para novos destinos náuticos e oportunidades de desenvolvimento sustentável
Maior evento náutico da Bahia movimenta a Baía de Todos-os-Santos dos dias 5 a 8 de novembro; Saiba o que esperar do salão
Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
[caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"]

Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades




