Salmão feito em laboratório! Novidade foi aprovada para consumo nos EUA

Produzido pela startup Wildtype, iguaria já está disponível em restaurante premiado e deve chegar a mais casas em breve

08/07/2025
Foto: Instagram @wildtypefoods / Reprodução

Você comeria uma proteína cultivada em laboratório? Uma pesquisa de 2024 apontou que 33% da população dos Estados Unidos nem sequer experimentaria esse tipo de alimento. Ainda assim, o país acaba de ganhar no cardápio o primeiro fruto do mar feito dessa forma: o salmão.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) — que equivale à Anvisa no Brasil — acaba de aprovar para consumo no país o salmão feito em laboratório. O peixe se tornou a quarta carne cultivada a receber esse sinal verde do órgão estadunidense, atrás de dois produtos de frango e um de carne suína.

Peça feita com salmão cultivado em laboratório. Foto: Wildtype / Reprodução

A proteína é produzida pela startup californiana Wildtype, que desde 2018 buscava formas de cultivar comercialmente os tecidos do salmão prateado (Oncorhynchus kisutch). Para a empresa, a produção em laboratório evita a necessidade de abates repetidos de animais.

 

O reconhecimento da FDA garante que o “material de células de salmão cultivadas” da Wildtype é tão seguro quanto alimentos comparáveis produzidos tradicionalmente, inclusive sem substâncias nocivas.

 

O salmão de laboratório já está no cardápio do premiado restaurante haitiano Kann, que fica em Portland, no estado do Oregon, desde o dia 1º de julho. A partir de 17 de julho, a iguaria também poderá ser provada no Otoko, em Austin (Texas).

 

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Wildtype (@wildtypefoods)

 

Segundo divulgou a Wildtype em suas redes sociais, a novidade em breve chegará a outros menus, nas cidades de San Francisco (Califórnia), Seattle (Washington) e na capital dos EUA, Washington D.C., ainda sem datas nem casas reveladas.

É salmão de verdade?

A carne produzida em laboratório é cultivada a partir de células animais em um ambiente controlado. Para isso, amostras de células-tronco animal são mantidas em condições especiais em um biorreator, permitindo que se reproduzam e se desenvolvam em um tecido que se assemelha ao muscular e/ou adiposo natural da espécie.

 

No caso da Wildtype, esse processo começou com uma célula-tronco retirada de um único salmão prateado, em 2018.


Justin Kolbeck, cofundador e CEO da Wildtype, detalhou à Technology Networks, em 2024, que houve um longo trabalho para descobrir como alimentar essas células a mantê-las em um crescimento saudável.

Ninguém jamais escreveu um artigo científico sobre isso. Não há um ponto de partida. Basta trabalhar e testar diferentes combinações– declarou à época

Assim, a equipe trabalhou em criar uma mistura de vitaminas e minerais, carboidratos, proteínas e gorduras em uma alimentação celular adaptada às células de peixe.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Dono de estaleiro abre mão de R$ 2 bilhões e doa parte da empresa à caridade

    Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle

    O lado escuro do oceano: jaqueta é encontrada a 3 mil metros de profundidade

    Peça foi retirada da água a cerca de 1,7 mil km da costa brasileira durante uma expedição do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute

    Joinville (SC) inaugura novo píer flutuante e potencializa estruturas para turismo náutico

    Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento

    Morre Carlo Borlenghi, fotógrafo que ajudou a contar a história da vela mundial

    Italiano acompanhou a America’s Cup desde 1983 e construiu um dos acervos mais importantes da fotografia náutica internacional

    Apoio à vela: Schaefer Yachts renova parceria com Bruno Fontes e patrocina instituto que treina novos atletas

    Contratos foram firmados ao final de julho. Estaleiro de luxo começou a apostar na vela em 2023, com o primeiro patrocínio ao velejador olímpico