Hotel Villa d´Ozio leva mescla da hotelaria “charme” e “boutique” à Itajaí
Inaugurado em 2021, o Hotel Villa d´Ozio, exclusivo para casais e adultos, leva à Praia Brava de Itajaí um modelo que mescla características da hotelaria de “charme” e “boutique”, com foco em privacidade e descanso. Com produtos e serviços exclusivos, ambientes de design à beira-mar e atendimento personalizado, o hotel agrada proprietários de embarcações, celebridades e público ligado à náutica.
Mais de R$ 6 milhões: conheça o galpão de barcos que virou cabana flutuante
Assine NÁUTICA e ganhe convites para visitar o Boat Show!
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
A Praia Brava é um dos destaques da cidade de Itajaí. Em poucos anos, junto ao desenvolvimento do mercado náutico na região, o local deu saltos de crescimento tanto em atrativos turísticos no comércio local, quanto no setor imobiliário — sem deixar de preservar suas características naturais e atrair grandes nomes do surfe do Brasil e do exterior.


Levando o potencial da região em consideração, o empresário e empreendedor Ronaldo Jansson inaugurou o Hotel Villa d´Ozio, para atender a demanda do público exigente — considerando o crescimento local do mercado náutico de luxo.


O hotel, único da região com características que mesclam conceitos de hospedagem de “charme” com “boutique”, tem apenas 25 apartamentos e é exclusivo para casais e adultos que buscam descanso, privacidade e conforto, dentro de um ambiente intimista, como uma “elegante casa de praia”.


Detalhes como peças de design de artistas brasileiros, lounges para leitura, “mimos” constantes da gerência, comida feita no local 100% artesanal, drinques e vinhos exclusivos são alguns dos itens que encantam os hóspedes, sem falar dos eventos privativos constantes, como apresentações de jazz, mostras de moda, arte e cultura.






O diretor do Villa d’Ozio, Ronaldo Jansson Júnior, considera que o hotel tem “toda a estrutura que um hotel privativo de luxo oferece” mas, para ele “para grandes executivos, celebridades, pessoas ligadas à náutica ou casais em geral que desejam fugir do agito do trabalho e investir em seu descanso, é necessário ter muito mais. Trazer nos detalhes a atmosfera de aconchego que resulte em ótimos e inesquecíveis momentos.”
Para quem não tem embarcação, mas busca por essa experiência, o Hotel Villa D’Ozio ainda oferece o serviço de concierge, por meio de parcerias, como: preparo de comidas a bordo assinadas por chefs e até aluguel de lanchas e iates, que podem chegar a mais de 80 pés.


“O litoral de Santa Catarina é repleto de belezas naturais e possui orlas banhadas por águas calmas, perfeitas para praticar esportes como stand up paddle, por exemplo. Próximo ao hotel temos destinos cobiçados como as praias de Balneário Camboriú e Bombinhas, onde muitos clientes gostam de ancorar”, afirma Ronaldo.


Na contramão de modelos de negócios de luxo que buscam realçar grifes internacionais, o Villa d´Ozio também foi além, por meio da valorização de Santa Catarina, incluindo tanto a colonização europeia, como a italiana, alusiva ao nome do estabelecimento.


“Pessoas que costumam viajar pelo mundo já têm acesso a grandes marcas, elas, na verdade, buscam conhecer o que o destino tem de melhor. É exatamente isso que oferecemos, o melhor da essência catarinense, por meio de muitas pesquisas, viagens e estudos constantes para entender o comportamento do nosso cliente que é bem exigente e diferenciado”, comenta o diretor.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Maior evento náutico da Bahia movimenta a Baía de Todos-os-Santos dos dias 5 a 8 de novembro; Saiba o que esperar do salão
Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
[caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"]

Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades
Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina




