Maior lago termal subterrâneo do mundo é encontrado em caverna da Albânia

 Localizado a 127 metros no subsolo, o espaço tem 138 m de comprimento e o equivalente a 3,5 piscinas olímpicas de água

22/02/2025
Foto: Instagram @nadaceneuron / Reprodução

Era ainda 2021 quando uma equipe de cientistas da República Tcheca encontrou o que seria o maior lago termal subterrâneo do mundo, em um abismo de 100 metros dentro de uma caverna no sul da Albânia. Em 2024, porém, os estudiosos voltaram ao local munidos de equipamentos mais tecnológicos para ter certeza do feito — e eles estavam certos.

Batizado de “Lago Neuron”, em homenagem à instituição que financiou a pesquisa, o espaço soma números que impressionam: são 8.335 metros cúbicos de água — o equivalente a cerca de 3,5 piscinas olímpicas — , 138 metros de comprimento e 42 m de largura, tudo isso a 127 metros no subsolo.

Foto: Instagram @nadaceneuron / Reprodução

Em comunicado, Marek Audy, explorador de cavernas que liderou ambas as expedições, destacou que “para que a ciência checa apresentasse esta descoberta fenomenal, foi necessário realizar pesquisas científicas e medições precisas”.

Lago Neuron: a prova real

Como mencionado, a equipe de Audy descobriu a existência do lago em 2021. O fato se deu quando o grupo explorava uma região de fronteira entre e Albânia e a Grécia, conhecida por enfrentar tensões políticas há décadas — o que limita os campos de pesquisa no local.

Foto: Neuron / Divulgação

Mais precisamente na região em torno da cidade de Leskovik, do lado albanês, os estudiosos avistaram uma grande saída de vapor, vinda de uma cordilheira. Uma inspeção mais detalhada revelou que a “nuvem” subia de um abismo com mais de 100 metros de profundidade.

 

As surpresas, contudo, estavam só no começo. Ao adentrar o “poço”, o grupo deu de cara com um imenso sistema de cavernas, que apresentavam, ainda, algumas fontes termais e um grande lago.


“Durante a nossa exploração inicial, criamos um mapa básico utilizando o nosso equipamento e imediatamente percebemos que havíamos descoberto algo extraordinário”, disse o fotógrafo e membro da expedição, Richard Bouda, à Euronews.

 

Foi em 2024, a partir de um financiamento da Neuron Foundation (organização que promove a pesquisa por cientistas checos e dá o nome do lago), que os pesquisadores puderam voltar ao local para tirar a “prova real” da descoberta.

Foto: Neuron / Divulgação

Para isso, estavam, desta vez, munidos de um Scanner Lidar, instrumento de sensoriamento remoto que usa um laser para medir distâncias e criar modelos 3D, para mapear a área com detalhes. Foi este o equipamento responsável por mensurar os números impressionantes da descoberta.

 

Ao que depender dos pesquisadores, porém, as revelações não pararão por aí. Ao National Geographic CZ, Audy revelou que a equipe pretende retornar ao Lago Neuron no futuro para aprofundar os estudos.

É algo que pode ter um enorme impacto na compreensão dos ecossistemas subterrâneos e dos processos geológicos– enfatizou o pesquisador

“Queremos observar outras partes da caverna, aprender mais sobre a geologia e a biologia desta área”, concluiu.

 

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